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Quando achamos que conhecemos alguém, essa
pessoa faz alguma coisa estranha. Nessa edição, Adam escreve
sobre comprar um PC, lutar com o Windows 95, e integrá-lo a sua rede
de Macs para poder trabalhar no seu novo livro. Além disso, Tonya
inicia uma matéria de várias partes sobre os softwares de
publicação para Web: esta semana, ela vai a campo e confere
o PageSpinner. Também destacamos o lançamento do Virtual PC
e a nova versão do WebCollage.
Tópicos:
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Notícias do Virtual PC -- Esta semana, a Connectix planeja lançar o Virtual
PC, seu software emulador de Pentium. Os comentários anteriores ao
lançamento tem sido muito positivos, e parece que - pelo menos para
aqueles que tem o equipamento necessário - o Virtual PC se tornou
uma alternativa real, não somente para rodar o Windows 95 que vem
incluído, mas também para rodar outros sistemas operacionais
compatíveis com um Pentium.
De acordo com a Connectix, a versão mais simples, chamada Virtual
PC Windows 3.11/MS-DOS Version, roda em qualquer Mac PowerPC com velocidade
de 100 MHz ou superior, com memória mínima recomendada de
24 MB e 200 MB de espaço em disco. Para aqueles interessados em rodar
a versão Virtual PC Windows 95, a configuração mínima
é um Power Mac com velocidade mínima de 180 MHz (chip PowerPC
603e, ou qualquer 604 ou 604e), mais 32 MB de RAM e 300 MHz de espaço
em disco. Ambas as versões necessitam do Mac OS 7.5.5 ou superior.
A Conectix também enfatiza que um cache Level 2 grande ajuda na performance.
O preço de venda deve ficar em torno de $159, e há um desconto
de $25 para usuários do SoftWindows.[TJE]
Connectix
800/950-5880 -- 415/571-5100 -- 415/571-5195 (fax)
<info@connectix.com>
<http://www.connectix.com/html/connectix_virtualpc.html>
WebCollage --
Semana passada - e antes que fizéssemos uma matéria sobre
a versão 1.0 - a StarNine lançou o WebCollage 1.01, uma nova
versão que suporta os Macs 68K e corrige diversos bugs. O software
permite que os webmasters coloquem "gráficos dinâmicos"
em páginas Web. Um gráfico dinâmico é uma GIF
ou JPEG comum que inclua um ou mais elemetos atualizáveis como dados
de uma página ou resultados de uma busca de um banco de dados. Utilizando
uma rotina definida pelo usuário, o WebCollage faz um update de imagens
e realiza os uploads para o servidor Web. Por exemplo, a StarNine trabalhou
em conjunto com a Nasdaq para criar um template gráfico para a exibir
gráficos dinâmicos baseados na atualização dos
preços das ações. O WebCollage vem com um suporte de
script extenso e merece uma conferida especialmente se implantar CGIs em
seu servidor Web é difícil. Com um preço de $199, a
configuração mínima para o WebCollage necessita em
Mac 68020, System 7.1, 2.5 de RAM, e QuickTime. Uma cópia de avaliação
por 30 dias está disponível para download (2.6 MB) no site
da StarNine.[TJE]
StarNine Technologies
800/525 - 2580 -- 510/649-4949 -- 510/548-0393 (fax)
<info@starnine.com>
<http://www.starnine.com/webcollage/webcollage.html>
por Adam C. Engst <ace@tidbits.com>
Meu último livro, The Official AT&T WorldNet Web Discovery Guide
(Osborne/McGraw-Hill, ISBN 0-07-882336-6, $24.99) [Guia Oficial do WorldNet
Web Discovery AT&T], deverá estar nas lojas a qualquer momento.
Apesar da impressão corporativa transmitida pelo título, mostrou-se
um projeto interessante. Era como se fosse um livro de segunda geração
sobre a Internet, pois um quarto do livro era dedicado a ajudar os leitores
a pesquisar na Internet, e, em outro quarto, eu tentei mostrar como eu utilizo
a Internte no dia-a-dia (não computadorizado) em minha vida - na
verdade, essa parte do livro é extremamente autobiográfica.
Esses dois tópicos - pesquisando e uso "trivial" - representam
para mim aspectos onde a Internet está evoluindo de forma útil,
em contrapartida às tecnologias excessivamente glamourizadas que
nos são enterradas goela abaixo.
<http://www.osborne.com/int/attdisc.htm>
Um outro aspecto interessante do projeto foi de natureza puramente técnica.
Esse é um livro sobre a Internet, não sobre Mac ou PC, e o
CD-ROM do WorldNet AT&T que vem com o livro inclui software para Macintosh
e Windows. Entretanto (e isso não é pouco), a WorldNet AT&T
desejava que as imagens genéricas de telas da Web tivessem janelas
com a aparência do Internet Explorer para Windows 95. Como o livro
era deles, e não meu, procurei descobrir qual seria a melhor solução
para esse problema.
PC Compatibility Card - A Placa de Compatibilidade PC --- Minha primeira
tentativa foi uma Placa de Compatibilidade PC, da Apple. Como elas têm
custo um tanto alto e eu não conhecia ninguém que usasse uma,
fiquei contente quando um amigo, da Apple, me ofereceu uma, que ele acreditava
ser um protótipo final. Eu penei com a instalação,
que estava sem documentação completa ou discos (felizmente,
todo o software estava disponível no site de FTP da Apple) e, após,
um estúpido passo em falso, consegui fazer tudo funcionar. Meu passo
em falso (estúpido) incluia o painel de controle PC Setup reclamando
que não tinha memória suficiente para ser carregado devidamente.
Achando-me mais esperto que média, usei o Conflict Catcher para re-posicionar
o PC Setup para entrar antes que minhas outras extensões e painéis
de controle. Estúpido, muito estúpido. Como o PC Setup então
entrava antes que as extensões de CD-ROM e Ethernet, a Placa de Compatiblidade
PC não enxergava nem o CD-ROM nem a rede. Levei alguns dias até
descobrir isso.
De modo geral, fiquei satisfeito com a Placa de Compatiblidade PC. A performance
parecia boa (esse foi o motivo principal pelo qual eu não havia considerado
seriamente o SoftWindows, e isso tudo foi antes do Virtual PC) e eu adorei
o fato que ele usa arquivos de Mac como discos rígidos do PC (NOTA
DO TRADUTOR: O SOFTWINDOWS TAMBEM FAZ ISSO...) Quer inicializar o computador
pelo seu disco E:, ou talvez o seu L:, ao invés do drive C: padrão?
Basta trocar os arquivos no painel de controle PC Setup. Tente fazer isso
num PC! Eu até consegui fazer a rede funcionar (embora o software
DOS da Apple é confuso - longe dos padrões da Apple de interface
e documentação, mesmo no DOS).
Só houve um problema. O Windows travava constantemente, especialmente
quando eu copiava arquivos. Tentei tudo o que me vinha à mente, mas
o prazo se aproximava cada vez mais, até que, com relutância,
removi a placa. Eu só poderia imaginar que tinha uma placa com algum
pequeno defeito ou inacabada e não tinha tempo para comprar e testar
outra, no caso do Windows continuar travando.
O Pentium 150 -- Assim, decidi que o mais prudente seria comprar
um clone de PC. Uma loja aqui perto chamada Computer Stop monta máquinas
à partir de componentes com preços razoáveis e meu
provedor de Internet os usa para rodar Linux. Encomendei da Computer Stop
um Pentium 150 com 32 MB de RAM e 2 GB de disco. Custou aproximadamente
US$2.300, o que era um pouco menos do que um sistema Mac comparável,
mas não muito menos (NOTA DO TRADUTOR: LA'!!). Eu escolhi propositalmente
um Pentium de 150 MHz para poder alegar (para aqueles que não sabiam
que estava comparando Laranjas com Maçãs) que esse PC era
teoricamente equivalente ao meu PowerMac 8500 rodando a 150 MHz.
<http://www.computerstop.com/>
Depois que o trouxe para casa e o enfiei em uma pequena mesa de canto (não
sou muito preocupado quanto à ergonometria, como poderão ver
em breve), consegui que o PC rodasse e se conectasse com minha rede Ethernet
e com a Internet. Na maior parte do tempo, conectá-lo foi fácil,
principalmente por eu ter experiência em configurar Macs para a Internet,
de maneira que eu sabia o que todos aqueles números representavam.
Irritante como sempre, parece que o Windows 95 requer que você reinicie
o PC ao mudar qualquer parâmetro de vídeo ou de rede, por mais
insignificante que seja.
A próxima etapa após o PC estar na Internet era comprar e
instalar o Timbuktu Pro, da Farallon. Eu que não ia ficar correndo
de um lado para o outro, do meu Mac para este PC e vice-versa, além
do mais é fácil comprar o Timbuktu Pro pela Internet com um
mínimo de dores de cabeça. Isso me permitiu rodar o PC em
uma janela do meu segundo monitor, utilizando o meu monitor principal para
escrever, no Nisus Writer (posteriormente, converti esses capítulos
para Word 6, através dos eficientes porém instáveis
tradutores do MacLink Plus, da DataViz, já que a editora Osborne
tinha necessidades específicas que requeriam o Word 6). Felizmente,
eu estava usando um trackball TurboMouse, da Kensington (a versão
mais antiga, de dois botões, não a atual, de quatro), assim
podia configurar o segundo botão para emular o botão direito
do mouse do PC. Caso contrário, eu teria que utilizar a tecla Command
como botão direito do mouse, o que é desconfortável.
<http://www.farallon.com>
Uma vez que o meu PC era "escravo" do meu Macintosh, eu queria
integrá-lo no meu esquema de backup. Não era raro esse PC
travar, considerando o pouco que eu o usava e (acima de tudo) eu queria
backups confiáveis de minhas imagens de tela. Para me confundir ainda
mais, esse PC sempre tenta rodar o ScanDisk após travar, e eu fico
louco de responder às perguntas do ScanDisk sobre fragmentos perdidos
que podem ou não ser parte de arquivos. Se eu estivesse usando a
Placa de Compatibilidade PC, eu teria gravado todas as imagens de tela em
uma pasta no Mac, que eu teria definido como um drive K:, por exemplo. Felizmente,
a Dantz Development tem uma versão para Windows 95 do seu Retrospect
Remote (agora chamado de Retrospect Client). Um servidor baseado em Macintosh
pode fazer o backup do PC, e a versão para Windows tem quase a mesma
aparência e funcionalidade que a versão para Mac.
<http://www.dantz.com/dantz_products/clients_4_windows.html>
Como o PC era usado quase que diariamente ao longo de algumas semanas, mas
apenas durante uma pequena parte de cada dia, eu queria que o Retrospect
fizesse seu backup sempre que o PC estivesse ligado. Eu adicionei o PC ao
meu script de Servidor de Backups, que normalmente utilizamos apeas para
os nossos PowerBooks que entram na rede brevemente e essa estratégia
funcionou bem. O único problema (fora o fato do Windows 95 parecer
mudar todos os arquivos por nenhum motivo em particular) era que o Restrospect
no Mac não consegue lidar com nomes de arquivos maiores que 31 caracteres,
ao contrário do Windows 95. O Retrospect renomeia os arquivos e lhe
informa disso, o que é simpático, mas preenche rapidamente
o arquivo de registro. Isso será corrigido no Retrospect 4.0, a ser
lançado.
Nem Tudo Está Bem -- Então veio o meu primeiro problema-pesadelo.
O PC começou a travar pouco após iniciar. Às vezes
ele até se reiniciava sozinho! Eu fiz tudo o que achei que poderia
ajudar: reencaixei memórias SIMMs, desliguei programas de início
automático, reinstalei o Windows 95... e não conseguia localizar
o problema. Finalmente, tive um palpite de que tinha a ver com a rede, e,
de fato, a máquina nunca travava quando não estava conectada
à rede. Eu tentei mudar a placa PCI Ethernet da 3Com para um slot
diferente - péssima idéia. O Windows 95 queria reinstalar
os drivers da placa e eu não conseguia encontrar um disco com eles,
ou mais precisamente, com o único arquivo que eu não tinha.
Eventualmente consegui carregar o conjunto completo de drivers da página
Web da 3Com pelo meu Mac e passá-lo para o PC, mas, de modo geral,
eu estava frustrado e desinteressado. Fale-me de Plug and Pray!! (NT: Plugue
e Reze).
Finalmente, veio-me uma luz, e eu desliguei o Retrospect Remote. Nada de
travamentos. Algo mudara no PC de modo que, sempre que o meu script de Servidor
de Backup tentava fazer o backup do PC, o PC travava. Eu desinstalei o Retrospect
Remote (ele o faz de maneira limpa), então reinstalei-o e tudo voltou
a funcionar novamente.
Transferindo Arquivos -- Se você prestou atenção,
vai se lembrar que eu tinha os arquivos manuscritos no meu Mac em (eventualmente)
formato Word 6, enquanto a maioria dos screenshots (captura de tela) eram
arquivos TIFF no PC (eu tinha alguns screenshots no Mac também, tirados
com o Snapz Pro e convertidos para TIFF com o gratuito clip2gif - veja TidBITS-372_).
Agora como mandar isso para a minha editora, que tem um PC, usa cc:Mail
e ocasionalmente lida com attachments (arquivos anexados)?
<http://www.ambrosiasw.com/Products/SnapzPro.html>
<http://iawww.epfl.ch/Staff/Yves.Piguet/clip2gif-home/>
Não tive quase nenhum problema mandando os arquivos em Word 6 para
ela via email (usando uuenconding no Eudora Pro) e, ironicamente, ela comentou
que teve menos trabalho recebendo arquivos meus do que da maioria das pessoas.
(Impressionante, dado que eu estava usando versões Macintosh do Eudora
Pro e Word 6, depois de converter os arquivos de texto com o Nissus Writer).
Apesar dessa sorte, nada do que eu fiz com o Mac ou o PC fez com que o arquivo
chegasse intacto através do cc:Mail. Então, eu criei um folder
(pasta) protegido por senha num servidor interno de email e FTP, e mandei
a URL para minha editora, juntamente com o username e a senha. Ela não
pôde usar um cliente FTP por causa do firewall da empresa, mas através
do Netscape Navigator ela conseguiu fazer download dos arquivos Zip contendo
os screenshots.
Quando eu tive que transferir screenshots entre o Mac e o PC, usei a função
"Exchange" no Timbuktu Pro. Infelizmente, arrastar e soltar (drag
& drop) não funciona entre os dois (pelo menos, com as versões
utilizadas), e o Timbuktu Pro no Windows 95 não suporta nomes compridos
nos arquivos! Eu tinha nomeado todos os meus screenshots feitos no Mac com
nomes de nove caracteres, e então o Timbuktu Pro apagou um caracter
quando eu copiei os arquivos para o PC. Isso me deixou louco.
Impressões -- Depois de trabalhar com o PC e o Windows 95
por alguns meses (quase sempre utilizando o Internet Explorer, Internet
Mail e Internet News, pois são esses os programas hoje recomendados
pela AT&T WorldNet para seus usuários), eu tenho que dizer que
o Windows 95 é usável. Não é bom, e estou impressionado
com as atrocidades existentes na interface. Mas é usável.
Por exemplo, clicando no menu Start (Iniciar) - que se parece com todos
os outros botões da barra de tarefas, apesar de ser um menu - para
chegar ao comando de desligar (shutdown) é tão esquisito que
chega a ser engraçado. Desligar e ligar novamente (restartar) o computador
para fazer uma pequena mudança de vídeo ou rede é um
saco. Você pode minimizar uma janela para um ícone na barra
de tarefas ou maximizá-la para que ocupe a tela inteira, mas você
não pode aumentar o tamanho da janela para o tamanho "apropriado",
como você pode fazer na maioria das aplicações para
Mac. Talvez, sejam apenas meus Mac-hábitos, mas achei os processos
de mover e copiar arquivos confusos, por que você tem que usar o botão
esquerdo para mover e o direito para copiar. Em algum momento, eu precisei
imprimir todos os screenshots de um capítulo, então selecionei
todos, cliquei com o botão direito do mouse para fazer aparecer um
menu contextual, e escolhi Imprimir (Print). Eu imaginei que eles seriam
impressos de acordo com a ordem de nomes, ou em ordem cronológica
(que era a mesma ordem dos nomes). Ao invés disso, eles foram impressos
aleatóriamente. Eu perguntei a alguns especialistas em Windows sobre
isto, e a melhor sugestão que consegui foi a de que o Norton Utilities
possui uma função de ordenação que poderia ajudar.
Optei por imprimir cada screenshot logo após fazê-lo.
Se eu vou usar o PC diariamente? Não, definitivamente não.
Não encontrei nada no PC que eu não possa fazer igual ou melhor
no meu Mac. O PC parece ser lento e desajeitado, mesmo quando uso-o diretamente
e não pelo Timbuktu Pro. Se eu tivesse um tempo maior, provavelmente
tentaria brincar com Linux, Windows NT ou OpenStep, mas não vale
a pena para o meu nível de interesse.
Isto posto, estou feliz por ter a máquina. É melhor saber
mais do se está falando quando você faz uma crítica
a alguma coisa. Apesar de estar longe de me tornar um especialista em Windows,
eu posso verificar os pedidos feitos pelos usuários de Windows para
saber se são válidos. E, para ser honesto, numa perspectiva
econômica, a maior parte da minha renda vem de escrever sobre a Internet.
Há pouca diferença em usar um Web Browser (Navegador) no PC
ou no Mac. Se eu me limitasse a escrever sobre a Internet do ponto de vista
do Macintosh, seria mais difícil arranjar trabalho, especialmente
porque o mercado de livros para Mac está sendo engolido na mesma
medida em que se prevê a destruição das vendas de programas
para Mac nas lojas de computadores. Se, como um usuário de Mac, eu
puder assegurar que o Macintosh seja justamente representado em livros independentes
de plataforma que vendam bem, isso é melhor do que escrever livros
somente sobre Mac que apenas algumas pessoas irão ler.
por Tonya Engst <tonya@tidbits.com>
Vigiar as mudanças no campo de autoria para Web é como vigiar
uma ilha cheia de vulcões. Claro, existem uns poucos meses de calmaria,
mas então uma explosão de novos produtos provoca destruição
no cenário. TidBITS não tem resenhado muitos programas de
autoria para Web ultimamente, e é hora de corrigir esse lapso. Nesta
série em várias partes, eu planejo discutir muito dos programas
que foram lançados recentemente, com um foco naqueles que eu considero
mais notáveis.
Escolha Seu Veneno -- Ao escolher um programa para criar páginas
para web, você geralmente troca facilidade de lay-out (diagramação)
por controle, e muitos programas encaixam-se na escala entre esses dois
ideais. Quando for escolher o programa, é importante marcar suas
necessidades nessa escala.
Nosso Web site é um grande examplo de um que inclina-se na direção
da precisão no controle. Porque nossas páginas permanecem
disponíveis por longos períodos, evitamos usar técnicas
inovativas que ficam ótimas nos browsers mais modernos, mas que apresentam
grande potencial de problemas no futuro. Uma ferramenta de autoria para
Web que cria o HTML nos bastidores nos deixa nervosos, porque nós
não podemos controlar o que está sendo feito. Ainda, em nossa
história de sete anos, passamos por duas grandes conversões
de arquivos de edições antigas: HyperCard para setext, e então
de setext para HTML. Isso nos ensinou o valor da formatação
uniforme - é mais fácil rodar macros em documentos uniformemente
formatados. Nós também não temos ninguém fungando
no nosso pescoço, e então podemos fazer nosso site evoluir
calmamente.
<http://www.tidbits.com/>
Em contraste, webmasters criando sites que precisam ficar prontos da noite
para o dia ou que terão vidas curtas, não têm tempo,
nem incentivo para se preocupar com um HTML perfeito, uniforme. Essas pessoas
precisam de diagramações rápidas e fáceis.
Por exemplo, programas como o NetObjects Fusion oferece fácil diagramação
- o lay-out das páginas é criado em cima de linhas horinzontais
e verticais, e você pode mover os elementos da página para
qualquer ponto. Nos bastidores, o programa converte tudo para tabelas em
HTML. Você não consegue editar o HTML com o Fusion, e você
não iria querer fazê-lo - as marcações de tabelas
são extremamente complexas. (Apesar do Fusion 2.0 vir com o BBEdit
Lite; BBEdit Lite é para ser usado com "páginas externas",
que não podem ser usadas com o programa). Apesar disso, o Fusion
torna fácil e rápido a criação e montagem de
um site.
<http://www.netobjects.com/>
<http://www.barebones.com/freeware.html>
A seguir vêm ferramentas como o Adobe PageMill. O PageMill espera
que você trabalhe como num processador de textos - não dá
para mover coisas pela página a bel prazer tão facilmente
como no Fusion. Ele possui um módulo que permite editar HTML diretamente,
mas fica a impressão de que a Adobe não entende porque isso
seria necessário. O HTML de programas como o PageMill é geralmente
humanamente legível, porém falta a uniformidade necessária
para automação.
<http://www.adobe.com/prodindex/pagemill/main.html>
Finalmente, o quadro fecha-se com editores HTML como o PageSpinner, onde
você trabalha com HTML diretamente, e vê os resultados visuais
secundariamente num Web Browser. Programas como esse, tornam fácil
a criação de um HTML preciso, uniforme, mas talvez você
tenha problemas visualizando o que está fazendo, e fazer experimentações
com lay-outs pode consumir bastante tempo.
<http://www.algonet.se/~optima/pagespinner.html>
Um programa que junta controlo preciso e facilidade de disposição
é o GoLive CyberStudio Pro. O CyberStudio Pro dá-nos uma grelha
opcional para obter a disposição desejada por arrastamento,
e também acesso rápido ao HTML subjacente a qualquer página.
<http://www.golive.com/>
Claro que existem outros critérios para escolher um programa gerador
de páginas da "Web", tais como pretender aprender HTML,
tender a incluir muitos acessórios ("plug-ins"), desejar
sistemas de gestão das páginas, etc. Quaiquer que sejam os
nossos critérios, o texto que se segue dar-nos-á uma ideia
das capacidades do PageSpinner 2.0.1 da Optima Systems, incluindo referências
às folhas de estilo sobrepostas ("cascading style sheets"),
uma convenientíssima especificação de HTML.
Uma Grande Oferta -- Pelo preço, 25 dolares, o PageSpinner
é uma das melhores ofertas que encontrei em programas shareware.
À primeira vista, o PageSpinner parece extremamente simples. Após
o arranque, mostra-nos um novo documento contendo o esqueleto de HTML de
uma página da Web. Uma simples barra de comandos ("toolbar")
contem as opções básicas para etiquetagem ("tagging")
para, por exemplo, texto em negrito ("bold") e separadores horizontais.
Uma rápida vista de olhos pelos menus mostra comandos para o estilo
do texto, a geração de uma tabela, etc. Um utilizador novo
poderá ler a excelente descrição em Guia Apple da forma
de usar o HTML, e mergulhar seguidamente na utilização das
opções mais óbvias. Utilizadores mais perspicazes rapidamente
identificam características modernas, como um carregamento em FTP
("file transfer protocol", protocolo de transferência de
ficheiros) através de chamada dos programas Fetch ou Anarchie (mas
sem descarregamento de arquivos ou edição no próprio
servidor), minutas ("forms") e frames.
Opções às dúzias -- As preferências
do PageSpinner permitem um enorme nível de flexibilidade. Por exemplo,
se não quisermos que o programa nos mostre um novo documento ao iniciar,
podemos escolher uma janela de abertura de arquivos, uma janela de novo
documento (com imensas opções de arranjo de página
("page setup"), ou não fazer nada. Outro tipo de opção
notável é a de escolher se as teclas de negrito e itálico
da barra de comandos dão origem a etiquetas de negrito e itálico,
ou de espesso ("strong") e enfático ("emphasis").
Também é possível escolher se a etiqueta de parágrafo
é produzida automaticamente pela tecla de Parágrafo ("Return")
ou pela combinação Comando-Parágrafo ("Command-Return")
assim como a utilização (ou não) de etiquetas de fim
de parágrafo. O PageSpinner também dispõe de comandos
de teclado abreviados ("shortcuts") bem escolhidos para a introdução
de novas linhas ("line breaks") e de separadores horizontais.
Aqueles que utilizam frequentemente caracteres com códigos ASCII
altos (carateres acentuados, por exemplo) vão adorar a maneira como
o PageSpinner lhes facilita a vida. Uma das opções consiste
em mantê-los no documento tal e qual são batidos no teclado.
Outra opção converte-os para o conjunto de carateres ISO 8859-1,
frequentemente utilizado internacionalmente. Após guardarmos o documento
em qualquer um dos dois formatos, esses carateres conservarão o aspecto
em novas visualizações do arquivo. Por último, também
é possível a conversão dos carateres para os nomes
padrão de HTML que, embora corretos, tornam difícil a leitura
de um documento em HTML.
Outra opção que revela a flexibilidade do PageSpinner é
a das etiquetas de utilizador, que nos permite criar até 18 etiquetas
específicas.
Tal como num Kit -- O que faz do PageSpinner uma grande oferta não
é o seu conjunto básico de características, ou até
a sua flexibilidade. O PageSpinner é mais um Kit de geração
de HTML do que um programa - om pouco à maneira de um Kit de Química
para o Jovem Cientista, com instruções utéis e projetos
fáceis para explorar por si mesmo. Também permite projetos
ambiciosos, e estes requerem um certo nível de exploração.
O PageSpinner possui um Assistente de HTML (disponível através
de um menu ou de uma janela que podemos manter aberta) que dispõe
de suficiente ajuda contextual e dá até exemplos que podem
ser copiados e colados no documento. Esses exemplos vão do HTML básico
(tais como a geração de ligações ("links")
e de cabeçalhos ("headers")) até tópicos
avançados como o JavaScript e os frames. Achei o Assistente uma maneira
ideal de refrescar a memória, e também uma útil plataforma
para aprender novas etiquetas.
O PageSpinner usa extensões (estes são do tipo módulo
de ligação ("plug-in") e não estensões
do sistema) para adicionar novas características. Aqueles que desejarem
aventurar-se para além do conjunto básico poderão encontrar
uma extensão e respectivo material de ajuda para criar as folhas
de estilo sobrepostas (tecnicamente conhecidas por Folhas de Estilo Sobrepostas
de Nível 1, ou CSS1, em inglês) Na sua implementação
integral, as CSS1 podem especificar de forma flexível o tipo de letra,
o tamanho, a posiçao, os espaços em branco, as cores, e muito
mais. A maioria dos valores pode ser declarada especificamente ou na generalidade
(por exemplo, um tamanho de letra pode ser 18 pontos ou "muito grande").
O CSS1 é parcialmente implementado no Microsoft Internet Explorer
e - em teoria - será fortemente implementado nas versões 4
do Internet Explorer e do Netscape Communicator.
<http://www.w3.org/pub/WWW/TR/REC-CSS1>
As folhas de estilo têm duas características irresistíveis.
Primeira, funcionam de forma similar às folhas de estilo de um processador
de texto - para mudar o aspecto de todos os cabeçalhos num documento,
apenas alteramos a folha de estilos uma vez, não efectuamos a mudança
50 vezes ao longo dodocumento. As folhas de estilo podem aplicar-se à
secção de uma página, à página inteira,
ou mesmo ao conjunto das páginas. Segunda, separam estrutura de estilo,
permitindo que as páginas contenham um HTML simples mas sejam visualizadas
com todos os seus detalhes em visualizadores ("browsers") compatíveis
com CSS1 (claro que, pelo menos nos exemplos presentes e na especificação
original, é possível desligar a utilização de
folhas de estilos nos visualizadores compatíveis se o desejarmos).
Outras extensões do PageSpinner ajudam na criação de
JavaScripts, na inserção de mini-programas ("applets")
Java, e na implementação das etiquetas específicas
do Netscape como colunas ondulantes e etiquetas espaçadoras.
O PageSpinner revela-se ainda mais se examinarmos os arquivos adicionais
que o acompanham. Encontrei intruções para a utilização
de arquivos de inclusão ("include") (não são
arquivos de inclusão para o servidor). Um arquivo de inclusão
funciona como um repositório de informação chamada
a partir de um arquivo de HTML. Por exemplo, se um grupo de páginas
terminar sempre da mesma maneira, podemos colocar o texto HTML num arquivo
de inclusão. A seguir, nas páginas adicionamos um apontador
para esse arquivo. Se desejarmos modificar o conteúdo dessa parte
comum, modificamos apenas o arquivo de inclusão e guardamos de novo
as páginas que o utilizam, um processo bem mais rápido do
que actualizar página a página o grupo completo. Os arquivos
de inclusão também servem para atualizar a data ou a hora
das alterações.
Também fornecidos são um conjunto de AppleScripts que ligam
o PageSpinner a outros programas. Um deles converte o conteúdo de
uma caixa do correio ("mailbox") do Eudora numa bem organizada
página da Web (trabalha melhor para pequenas caixas de correio).
Outros exemplos de Scripts mostram como criar páginas da Web a partir
do FileMaker Pro, do HyperCard e do servidor 4D. Eu naõ sou grande
adepta de scripting e, no entanto, criei facilmente o meu primeiro JavaScript
e modifiquei o AppleScript que converte as caixas de correio do Eudora para
a Web. Sinto-me como se o PageSpinner me tivesse aberto uma pesada porta.
Jogador de conjunto -- Para culminar a aproximação
geral do "tente e conseguirá" do PageSpinner, o programa