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Preocupado com a segurança no Macintosh? Essa semana, Adam dá uma outra olhada nos vírus de macro do Microsoft Word e Geoff examina algumas das motivações por trás dos desafios dos servidores Web Macintosh (além de algumas notas criativas de como quebrar a segurança). Trazemos também notícias sobre o SiteMill 2.0 da Adobe, e a segunda parte da cobertura de Tonya sobre os editores HTML. Nessa edição, ela verifica a competição do PageSpinner: World Wide Web Weaver, BBEdit e Alpha.
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TidBITS Search Engine Online -- Conforme o prometido, colocamos o vencedor de nosso
duelo de ferramentas de busca na rede (veja TidBITS-368_, TidBITS-pt-379_, and TidBITS-pt-380_). A
implentação feita sob medida do Apple e.g. está rodando
atualmente num Power Macintosh 7100/80 com 24 MB de RAM. Esse Mac tem uma
conexão Internet de 56K frame relay, ao invés da T1 que nosso
servidor Web utiliza, então estamos curiosos para analisar a performance.
Se quiser colocar um bookmark na nossa página de pesquisa, utilize
o endereço abaixo ao invés do endereço onde você
estiver depois de seguir esse link -- nós podemos mover algumas coisas
de lugar com o tempo. [ACE]
<http://www.tidbits.com/search/>
Esconde-esconde com o SiteMill 2.0 -- Embora o SiteMill 1.0 tenha sido um dos primeiros aplicativos
comerciais de gerenciamento de sites Web, o SiteMill 2.0 trouxe muitos adiamentos
e dúvidas sobre o seu lançamento. Mesmo depois que a Adobe
informou que o SiteMill já estava disponível, o site da companhia
demorou a ser atualizado para refletir essa informação, e
os releases de imprensa distribuídos tratavam apenas da versão
Windows.
O SiteMill não é mais um produto separado; ao invés
disso, ele vem junto com o PageMill 2.0 e o Photoshop LE, a versão
"light" da Adobe para o Photoshop. Esse conjunto custa $149 e
substitui o pacote anterior do PageMill. Para aqueles que tem um número
de registro do SiteMill 1.0 ou PageMill 2.0 o download do SiteMill 2.0 e'
gratuito, com o tamanho aproximado de 2 MB. No momento em que essa nota
estava sendo escrita, muitos links da Adobe levavam a versão beta
do programa, mas o link abaixo leva a versão correta. Adobe Systems
-- 800/411-8657 408/536-6000 [TJE]
<http://www.adobe.com/prodindex/pagemill/siteben.html>
por Adam C. Engst <ace@tidbits.com>
O objetivo de muitos vírus, sejam de macro ou de outros tipos, é
aborrecer as pessoas, desperdiçar tempo, e geralmente consumir recursos
de vários tipos. Isso é irônico quando pensamos o quanto
de espaço a imprensa dedica a esse assunto, (veja TidBITS-383_).
Mas, já que muitos leitores fizeram muitos comentários úteis
e sugestões, queremos passar as informações adiante,
para ajudar a todos a compreender ainda melhor o problema dos vírus
de macro. Isso deve encerrar a cobertura aos vírus em TidBITS por
um tempo, mas vocês podem encontrar mais informações
sobre vírus no Macintosh (incluindo os de macro) na FAQ de David
Harley sobre vírus de Mac em:
<http://webworlds.co.uk/dharley/anti-virus/macvir.faq>
Se incomoda... --
De todas as respostas que recebemos, a solução mais simples
(e sempre apresentada com grande ênfase) era a de abandonar o Microsoft
Word 6 ou qualquer outro programa que sofra de vírus de Macro. Essa
solução não é universal, pois nem todos tem
a liberdade de escolher os programas com os quais irão trabalhar.
Macros auto-executáveis -- Outras sugestões eram as
de desligar os macro auto-executáveis no Word 6, que impedem que
alguns dos vírus se repliquem ou executem tarefas anti-sociais. Infelizmente,
muitos vírus de macro utilizam métodos alternativos de ativação,
incluindo nomes falsos, comandos de menu ou shortcuts especiais. Assim,
embora a desativação desses macros no Word 6 possa ajudar
um pouco, não é uma solução totalmente confiável.
Template Normal Travado -- Uma solução intrigante para
prevenir o ataque dos vírus de macro, veio de Tyler Stewart <stewart@utkux.utk.edu>,
e era travar o arquivo do template Normal, que fica no folder de Templates
no folder do Word 6. Selecione-o no Finder e escolha a opção
Get Info do menu File, e então clique na opção Locked.
Travando esse arquivo os vírus não poderão atingí-lo,
mas os vírus de macro ainda poderiam se transferir para arquivos
abertos ou serem executados sem serem duplicados. O mais complicado é
que o Word 6 parece gravar o template Normal no cache de RAM, assim a cópia
da RAM poderia ser atingida (e dessa forma passar o efeito do vírus
adiante durante a sessão do Word) mesmo com o arquivo travado. Em
outras palavras, essa solução não funciona sempre e
pode ser chata no caso de você querer modificar esse template no Word.
Conversões de Arquivos -- Diversos leitores sugeriram variações
nas técnicas de conversão de arquivos. O Microsoft Word 5
não consegue executar macros, o que o torna livre dos vírus
de macros do Word 6. Algumas pessoas acreditam que os macros possam ser
carregados num arquivo que o Word 5 converteu, abriu, salvou, e que seria
aberto futuramente no Word 6. Mike Groh, da Datawatch informou que não
há casos relatados dos macros sobreviverem ao processo de conversão,
através do Word 5 ou de tradutores especiais como o MacLinkPlus da
DataViz. Nos testes da Datawatch e nos nossos testes, as conversões
acabaram com os macros.
<http://www.dataviz.com/Products/MLP/MLP_Home.html>
Acabando de Vez com os Macros -- Algumas pessoas sugeriram técnicas que podem
funcionar para eliminar todos os macros dos documentos Word. Mas, os macros
não são ruins por natureza, e qualquer coisa que os destrua
por completo poderia acabar com recursos ou informações interessantes.
Ferramentas como MVTOOL da Microsoft não são tão destrutivas,
já que permitem escolher ao abrir documentos de acordo com cada caso.
Entretanto, não confie na proteção de MVTOOL (conseguida
através da utilização do SCANPROT, o que confundiu
alguns leitores) porque ele só funciona se você utilizar a
função Open do menu de Arquivo (File) do Word para abrir os
arquivos. Se você der um duplo-clique num documento Word no Finder
ou utilizar outros métodos para abrir o arquivo (como o menu de Recent
Items ou o Now Super Boomerang) o MVTOOL não irá funcionar.
Leia a documentação do MVTOOL atentamente antes de depender
dele.
<http://www.microsoft.com/word/freestuff/mvtool/virusinfo.htm>
Outros Utilitários Anti-Vírus -- Para ser completo, o Virex da Datawatch e o SAM da
Symantec não são os únicos anti-vírus comerciais
disponíveis no mercado para Mac que podem detectar e eliminar vírus
de macro. Também estão disponíveis o VirusScan da McAfee
e o FindVirus da Dr. Solomon, além de outros que ainda possam existir.
Não tenho nenhuma recomendação aqui a não ser
destacar que Mike Groh da Datawatch foi extremamente atencioso ao nos ajudar
a checar e comentar esses artigos. Os vírus afetam a todos nós,
então eu valorizo as companhias que participam da comunidade protegida
pelo seu software.
<http://www.datawatch.com/virex.shtml>
<http://www.symantec.com/sam/index.html>
<http://www.mcafee.com/prod/av/vsmac.html>
<http://www.drsolomon.com/products/avtk/ps_mac.html>
Vigilância Eterna -- Esse tópico
inteiro surgiu por causa do meu aviso em TidBITS-pt-381_ de que a comunidade Macintosh estava se tornando displicente
sobre vírus. Muitos leitores alertaram para os CD-ROMs infectados
recentemente distribuídos para várias pessoas, incluindo o
Apple's Official May 1997 Marketing ToolKit, que é destinado aos
revendedores e a mídia em geral. Existem duas lições
a serem aprendidas. Primeiramente, nunca confie nem nas fontes mais distintas,
pois os CD-ROMs de todos podem estar contaminados. Segundo, se você
é responsável por masterizar CD's ou criar discos master,
verifique sempre os discos com softwares anti-vírus! É inaceitável
que qualquer CD ou disco a ser distribuído para o público
contenha vírus.
Projetos Invioláveis -- Acredito que a eventual solução
para esses problemas de vírus de macro seja a produção
de software com capacidades de macro que tenham responsabilidade no projeto
de seus programas de maneira a eliminar os vírus. Embora o Java da
Sun não seja perfeito, ele foi projetado para prevenir usos indevidos.
Mesmo se alguém encontrar uma maneira de burlar esse design, não
será tão fácil como nas linguagens de macro. Não
quero fingir saber se é realmente possível criar uma linguagem
de macro que não esteja sujeita a vírus, mas com o número
crescente de vírus de macro que aparecem todos os dias, está
claro que o problema é real.
por Geoff Duncan <geoff@tidbits.com>
A segurança em computadores - ou, mais precisamente, a segurança
de dados em computadores - não é uma idéia nova. Desde
que informações críticas começaram a ser armazenadas
em cartões perfurados, fitas e discos, o dinheiro tem passado de
mão em mão para garantir que não possam ser acessadas
sem a devida permissão. Até pouco tempo atrás, os testes
de segurança eram serviços frequentemente caros, contratados
e burocratizados, conduzidos por profissionais independentes e empresas
de consultoria. No entanto, o crescimento mais do que acelerado da Internet
abriu espaço para algo de novo: os desafios publicos de segurança
de dados. Esses acontecimento geralmente oferecem prêmios monetários
substanciais e são abertos a qualquer pessoa que tenha uma máquina
e uma conecção na Internet. Os desafios publicos geralmente
tem metas como demonstrar uma tecnologia, promover produtos ou serviços
e gerar interesse na mídia. TidBITS já cobriu dois desafios
de segurança específicos ao Mac (veja TidBITS-317_ e TidBITS-pt-378_). Esses
desafios ajudaram a estabelecer o Mac OS como uma plataforma robusta e segura
para servidores Web e deu à Apple, ao Mac, aos desenvolvedores de
software e aos patrocinadores do concurso um bom espaço na imprensa,
quando ninguém conseguiu conquistar os prêmios dos concursos.
Entretanto, os desafios de segurança em Macintosh recentes parecem
se preocupar mais com o marketing do que com a segurança, o que não
contribui em nada para aprofundar os testes dos limites da segurança
do Macintosh.
Apple Europa -- Os dois desafios de segurança em Macintosh
anteriores foram conduzidos por organizações privadas. Agora,
a Apple Europa entrou com suas cartas no jogo, oferecendo um PowerBook 3400
de 240 MHz novinho em folha para qualquer um que altere o conteúdo
de uma página Web específica, residente em um servidor padrao
Apple Workgroup Server 9650, rodando Mac OS 7.e WebSTAR 2.0.
<http://hack-a-mac.global.de/>
É bom ver a Apple usar de novas formas de promover o MacOS como uma
plataforma para servidores de internet, mas esse concurso e' apenas relacionado
à promoção. Sob um aspecto técnico, esse desafio
imita o desafio Crack-A-Mac (NT: Quebre Um Mac) promovido pela Infinit Information
AB da Suécia na última primavera - e sua face publica é
um pouquinho menos lapidada. Por exemplo, o concurso dura de 4 de Junho
de 97 até 31 de Julho de 97, mas você não encontra essa
informação no servidor do desafio ou nas regras: você
precisa de um "release" de imprensa ou artigo para desvendar as
datas do concurso e alguns outros detalhes pertinentes. Claro que você
deve ler todas as afirmações melodramáticas sobre a
"confiança completa" da Apple no servidor - o que é
óbvio, já que o dinheiro do prêmio do concurso da Infinit
não foi ganho por ninguém, apenas algumas semanas antes. Também
houveram algumas críticas com relação ao prêmio
do concurso: os preços de um PowerBook 3400 de 240 MHz partem de
$5500, de forma que poderia-se argumentar que há menos incentivo
financeiro em entrar nesse servidor do que havia em desafios anteriores
de segurança em Mac. Isso pode ser verdade, mas talvez o mais importante
seja que ganhar um PowerBook 3400 atrai um subconjunto menor da população
de arrombadores de servidores do que dinheiro vivo. Na verdade, poucos adeptos
fiéis do Windows ou do Unix vão gastar seu tempo tentando
ganhar um Macintosh.
<http://www.euro.apple.com/newdocs/pressreleases/pr-HackAMac.html>
VanHacking --
Dinheiro não é problema para o Desafio VanHacking, patrocinado
pela VirTech Communications de Vancouver, British Columbia, no Canadá,
de 1 de Junho de 97 até 15 de Julho de 97. Eles estão oferecendo
10.000 dólares canadenses (aproximadamente $7.200 nos EUA) para qualquer
um que conseguir fazer duas coisas:
* Entrar numa página Web protegida, para encontrar informações
criptografadas sobre cartões de crédito e uma frase especial.
* Decriptografar essa informação de cartão de crédito
e alterar a tal frase especial na página Web protegida.
O servidor do VanHacking é um PowerMac 7200/120 rodando o System
7.5.3, Timbuktu Pro 3.0.2, WebSTAR 1.3.2 e a página do desafio está
protegida com a capacidadede Realms da WebSTAR (de modo que lhe é
pedida uma senha se você tenta acessá-la por um Browser).
<http://www.vanhacking.com/>
Em face disto, o VanHacking Challenge é uma nova variação
do concurso "altere uma página Web", e - ao incluir um
número de cartão de crédito cifrado - o concurso confronta
o tema do comércio electrónico seguro na Internet. A comunicação
à imprensa da VirTech (e a recente promoção do concurso
pela Apple na sua página principal) realça este ponto: a VirTech
diz que quer refutar a ideia que "infesta os media actualmente"
de que a Internet é pouco segura.
<http://www.vanhacking.com/press3.html>
Infelizmente, o VanHacking Challenge está muito mediatizado e tem
pouco a ver com o comércio electrônico. Para já,apesar
dos primeiros concursos de servidores Web Macintosh não terem testado
diretamente a capacidade de Realms do WebSTAR, serviram certamente para
proteger o servidor Infinit dos ataques da admnistração remota
do WebSTAR 2.0. E mesmo que a Página Web não estivesse protegida,
o artista aínda teria de descobrir como alterar os conteúdos
da Página de Concurso, o que os concursos da Infinit e da ComVista
provaram que não se pode fazer por USD $10,000.
Depois temos o problema da informação cifrada do cartão
de crédito. De acordo com as regras do concurso VanHacking, a informação
do cartão de crédito está cifrada com o PGP (Pretty
Good Privacy), uma poderosa chave de criptação desenvolvida
por Phil Zimmerman e disponível para uma variedade de plataformas.
<http://www.pgp.com/>
Existem essencialmente três maneiras de aceder à informação
cifrada: decifra-la computacionalmente, descobrir uma cópia não
cifrada, ou de algum modo obter a palavra-chave ou a frase-chave para decifrar
a informação.
Apesar de (ocasionalmente paranóicas) especulações
de que o governo dos Estados Unidos teria conseguido decifrar o PGP, é
altamente improvável que alguém ganhe o concurso VanHacking
decifrando a chave PGP computacionalmente. Obter as chaves PGP à
força bruta é actualmente impraticável, e até
à data não há provas públicas de fraqueza nos
algoritmos do PGP que possam assistir os aspirantes a decifradores. Para
ser franco, encontrar um método de rápida e fiavelmente quebrar
informações cifradas com o PGP vale potêncialmente dezenas
de milhões de dólares; o facto de o prémio do VanHacking
não ser reclamado porque o PGP não foi quebrado não
prova nada.
Poderia até ser possível encontrar uma cópia não
cifrada do número de cartão de crédito do VanHacking:
houve já ocasiões onde frases-chave ou cópias não
cifradas de informação cifrada foram encontradas na RAM, sectores
de disco não usados, memória virtual ou ficheiros temporários.
Contudo, uma vez que tem sido repetidamente demonstrado que o Mac OS é
seguro contra a maior parte dos ataques via Internet, é improvável
que alguém consiga entrar nestas àreas do servidor do concurso
ou de outras máquinas da VirTech. Logisticamente, ser-me-ia mais
fácil entrar nos escritórios da VirTech Communications em
Vancouver (ou montar uma vigilância decente) do que entrar no seu
servidor Web. Se eu fosse esperto, poderia fingir que era um jornalista
e talvez conseguir que alguém me dissesse o que eu queria. Se eu
estivesse disposto a espiolhar, existe provavelmente uma cópia do
número do cartão (ou uma pista acerca de onde eu o poderia
encontrar), uma frase-chave PGP, uma palavra-chave do Timbuktu Pro, ou um
email sensível ou um memo a ser encontrados. E seu quiser infringir
algumas leis - o que não seria um obstáculo para alguém
interessado em fraudes com cartões de crédito - tenho a certeza
de que seria mais persuasivo. A VirTech pensou neste ângulo("entrar
nos escritórios do edifício da VirTech também desqualificará
os participantes"), e mesmo se não mencionam fraude, extorsão
ou fazer-se passar por um agente da autoridade, o espírito das regras
é claro. Claro, estas tácticas parecem coisas saídas
da espionagem industrial e dos romances de espionagem - e francamente USD
$10,000 não valem esse esforço - mas quando milhões
de dólares estão em jogo, estas coisas acontecem.
A Agonia da Auto-Derrota -- Serão estes concursos públicos
de segurança desprovidos de sentido? Claro que não! Estes
concursos demonstram a integridade e valor do Mac OS e alguns dos excelentes
produtos disponíveis para a plataforma. Penso que isto é significante.
Apesar de tudo, é importante olhar para os objectivos por trás
de cada evento e separar o mérito técnico da camaradagem dos
'martela-ratos'. Concursos que apenas repetem esforços prévios
falam mais acerca das motivações dos seus organizadores do
que da validade dos mesmos. Do mesmo modo, concursos que requerem tecnologias
circulantes como o PGP ou a segurança do Java não dizem necessáriamente
mais acerca do Macintosh do que um livro da sua estante.
por Tonya Engst <tonya@tidbits.com>
A semana passada, no TidBITS-pt-384_, escrevi acerca do PageSpinner, um editor de HTML da Optima
Systems que custa $25 no sistema de "shareware". Descrevi o PageSpinner
como possuindo uma ampla gama de opções de etiquetas ("tags")
num ambiente invulgarmente aberto e bem assistido. Esta semana vou continuar
a minha discussão comparando-o não só com os World
Wide Web Weaver e BBEdit, como prometido, mas também com o Alpha.
<http://www.algonet.se/~optima/pagespinner.html>
<http://www.miracleinc.com/>
<http://www.barebones.com/>
<http://www.cs.umd.edu/~keleher/alpha.html>
W4 -- O World
Wide Web Weaver 2.1, também conhecido como W4, é proveniente
da Miracle Software e custa entre $39 e $89 dependendo do modo de compra.
Requer um Mac baseado num 68020, o Sistema 7.0, e 5.5 MB de memória
"RAM" (recomendados 8 MB). Em contraste, o PageSpinner necesita
um Mac baseado num 68020, o Sistema 7.0.1, um monitor com gama de cinzentos,
e 2-4 MB de memória "RAM". O W4 amadureceu para além
das suas origens como "shareware", mas falta-lhe a atenção
ao detalhe que espero num produto comercial de alta qualidade. No entanto,
se a atitude "faça você mesmo" do PageSpinner for
um pouco intimidante, o W4 poderá ser uma boa solução.
O W4 não tem a gama alargada de etiquetas esotéricas do PageSpinner,
mas inclui toda a gama básica, mais caixilhos ("frames"),
minutas ("forms") e tabelas. O W4 inclui corrector ortográfico
e corrector de HTML, capacidades que implicam a obtenção e
configuração de programas adicionais no PageSpinner. Embora
este último ganhe na flexibilidade de configuração,
o W4 não é inteiramente rígido. Por exemplo, permite
a adição de novas etiquetas à interface, e permite
uma livre configuração dos estilos das etiquetas e texto tal
como aparecem no documento W4.
Um documento HTML no W4 é semelhante ao de qualquer outro documento
produzido por um editor de texto, mas algumas janelas de diálogo
do W4 utilizam uma aproximação visual. Por exemplo, o W4 contém
um editor visual de mapas de imagem, no qual podemos indicar quais as áreas
de uma imagem que devem reagir como botões de ligação
para outras partes da Internet. O editor não possui as características
especiais (como o "zoom") dos editores visuais de HTML como o
Adobe PageMill, mas é perfeitamente capaz para o objectivo. Em comparação,
o PageSpinner deixa a edição de mapas de imagem para outras
utilidades.
Se se compararem as capacidades dos dois programas no domínio das
tabelas, surgem outras diferenças. Quando se produz uma tabela no
Editor de Tabelas do W4, visualiza-se um esboço aproximado da mesma.
Desse esboço, podemos seleccionar qualquer célula e adicionar-lhe
texto ou aplicar-lhe formatos baseados na célula (tal como cor de
fundo). Os formatos não aparecem no esboço, ao contrário
do texto. Após finalizar a utilização do editor de
tabelas, é possível editar manualmente a tabela, tal como
é possível seleccionar a tabela inteira, escolher o comando
de re-edição ("Re-Edit Tag") e voltar ao editor
de tabelas com o esboço intacto e pronto a ser modificado.
Em contraste, a produção de uma tabela no PageSpinner é
uma operação individual, baseada em texto. Podemos seleccionar
ou importar texto separado por tabulações ("tabs")
e usar o Assistente de HTML para aplicar as etiquetas de tabela instantaneamente
(mas não podemos aplicar formatos a células individuais no
Assistente de HTML). Também podemos inserir as etiquetas de tabela
uma a uma. Mas não existe comando de re-edição, pelo
que as modificações demoram mais tempo a tomar forma.
A capacidade de re-edição do W4 vem mesmo a calhar quando
se trabalha com listas - as listas podem ser re-editadas e, assim, rapidamente
convertidas para outro tipo, tendo mesmo a possibilidade de serem ordenadas
no Editor de Listas.
O W4 tem mesmo uma característica única - um sistema de visualização
automática. Quando utilizo o W4, mantenho o Netscape Navigator/Communicator
aberto, e posso visualizar qualquer alteração introduzida
no W4 na janela do visualizador ("browser") em poucos segundos.
O mais importante acerca desta característica é que não
necessito de fazer nada para a utilizar; a maioria dos programas forçam-nos
a seleccionar um atalho ("shortcut") de teclado para obter o mesmo
efeito. Esta característica funciona apenas com o Navigator/Communicator
e funcionaram na perfeição comigo tanto no Navigator 3.01
como no Communicator 4.0 PR 5.
Resumindo, o W4 é um editor textual de HTML perfeitamente funcional.
Não tem as características de alto nível dum BBEdit
ou dum Alpha, mas apresenta-se como um sistema merecedor de atenção
para novos utilizadores de computador e para aqueles que utilizem ocasionalmente
o HTML. Dado o seu preço e competidores, o W4 tem pouco espaço
de manobra - não tem as carcterísticas que o tornem atractivo
para uma maioria de utilizadores. O único trunfo do W4, no entanto,
poderá ser a sua interacção particular com o Site Weaver,
uma ferramenta de gestão de páginas da Miracle Software. Planeio
dedicar algum espaço ao Site Weaver num futuro artigo desta série.
Se as características de alto nível do PageSpinner, como a
capacidade de "scripting" e a presença de ficheiros de
inclusão ("includes") soam atractivas, podemos então
dar uma vista de olhos ao BBEdit e ao Alpha, dois editores de texto bem
desenvolvidos que possuem capacidade HTML.
BBEdit -- O BBEdit, da Bare Bones Software, tornou-se uma ferramenta
popular para edição de HTML antes mesmo de possuir funções
de HTML. Isso se deve, em parte, ao fato de ser um excelente editor de textos
e, em parte, porque Carles Bellver e Lindsay Davies criaram pacotes de extensões
para HTML razoavelmente completos (esses pacotes funcionam apenas no BBEdit
e não são extensões do sistema operacional). Carles
não está mais trabalhando em suas extensões, apesar
delas ainda estarem disponíveis, mas as "Ferramentas HTML para
BBEdit" da Lindsay agora vêm incluídas no programa, e
a Bare Bones adicionou mais algumas funções HTML como um corretor
ortográfico para HTML, um cliente FTP que pode abrir de e salvar
diretamente em um servidor remoto, e opções de estilos para
as marcações (tags), para que elas pareçam diferentes
do texto normal.
Para aplicar o HTML ao texto no BBEdit, você utiliza um longo menu
"drop down", atalhos de teclado, ou uma palete. Usando o menu
triângulo na parte superior esquerda da palete, você pode ajustar
seu tamanho e decidir quais comandos ela irá conter. A palete seria
beneficiada com uma customização adicional, especialmente
a possibilidade de se adicionar cores ou gráficos, já que
é difícil escolher rapidamente o comando certo entre os muitos
"texto-preto-em-botões-cinza". O BBEdit oferece uma quantidade
razoável de flexibilidade para customizar sua interface, a aparência
dos marcadores (tags), e assim por diante, mas não é tão
flexível como o PageSpinner. (Por exemplo, o PageSpinner pode proteger
os marcadores (tags) para que outros possam editar o documento sem acidentalmente
mudá-los).
As ferramentas HTML do BBEdit possibilitam que o usuário possa criar
não só novos marcadores, mas também macros que automatizam
a aplicação de uma sequência de marcações.
Por exemplo, uma de minhas macros coloca o texto selecionado dentro de um
marcador de âncora (anchor tag), e preenche a URL do marcador a partir
do "clipboard".
O que chama a atenção no BBEdit é a mistura de uma
interface útil, profissional, e um poder natural. A função
de "Encontrar e Substituir" em vários arquivos (multi-file
Search and Replace) permite buscas sofisticadas que deixam o PageSpinner
comendo pó. Outra característica é a sinergia com o
UserLand Frontier, que aumenta as opções de publicação
na Web.
<http://www.scripting.com/frontier/>
Com expliquei na semana passada, PageSpinner possui "includes",
e é possível atualizar a data e a hora sempre que há
uma modificação. As ferramentas HTML do BBEdit respondem ao
PageSpinner com uma maneira mais fácil de atualizar "includes"
(só com o clique num botão), e ainda com mais opções
de data, horário, e outras informações. Você
também pode empregar "variáveis" que permitem que
documentos individuais ditem como a informação fluirá
através de um "include" (exemplo: um "include"
pode conter um marcador de gráfico, mas a variável na página
especificaria a localização do gráfico).
Reunindo funções avançadas, funções específicas
de HTML, e simples demanda do sistema (um Mac Plus ou superior, 1 MB de
RAM, e System 7.0), não é de surpreender que o BBEdit tenha
se tornado um editor HTML de ponta, para uso profissional e até mesmo
para hobby. O BBEdit custa $ 119 ($79 para upgrade competitivo). Para saber
mais sobre o BBEdit, veja a resenha no TidBITS-365_.
Alpha -- Alguns leitores escreveram na semana passada para avisar
que eu deveria olhar o Alpha 6.5.2, um shareware de $30 de Pete Keleher.
Chris Ruebeck <ruebeck@jhu.edu>, em particular, comentou:
"Um programa parecido com o BBEdit é o Alpha, usado por muito
programadores e escritores de TeX/LaTeX. Ele possui um módulo de
HTML, juntamente às várias linguagens e ambientes de programação.
O que é legal no Alpha é que seus menus "pull-down"
funcionam como assistentes, colando `templates', apesar de não possuir
a mesma ajuda-contextual do PageSpinner. Mas há boa documentação
de HTML. O Alpha integra-se bem ao ambiente Web também, com links
nas suas páginas de ajuda e edição "arrastar e
soltar" (drag & drop)."
Inicialmente, imaginei que o Alpha fosse um editor de texto para programadores,
mas decidi que não custaria nada tentar. No começo, me confundi
com o fato dos comandos de HTML não aparecem se você não
estiver no módulo apropriado, mas depois descobri um ambiente capaz
para edição de HTML. Os comandos HTML no Alpha (que podem
ser convertidos numa palete) são uma cortesia de uma extensão
para o programa chamada Módulo HTML, que é um "postcardware"
escrito por Johan Linde.
Como no BBEdit, possui "Busca e Substituição" para
vários arquivos; como o PageSpinner e o BBEdit, possui "includes";
e como o PageSpinner, W4 e BBEdit, tem sintáxe colorida (isto é,
os marcadores de HTML diferenciam-se pela cor), mas é o único
que pode inteligentemente colorir textos de JavaScripts.
Caixas de texto para entrar com gerenciadores de eventos de JavaScript aparecem
em caixas de diálogo opcionais, onde você determina os atributos.
Funções adicionais que me marcaram incluem um menu contextual
com lista de "headings" de documentos HTML (escolha um "heading"
e o Alpha moverá o cursor sobre ele; o BBEdit possui função
semelhante); conversão de caracteres ASCII-superiores em entidades
de HTML (e vice-versa); e a capacidade de adicionar novos atributos para
marcadores na caixa de diálogo opcional de cada marcador.
Obviamente, eu não usei tanto o Alpha quanto eu usei o BBEdit, mas
me ocorre que se você conhecer HTML e JavaScript, e precisar trabalhar
num alto nível, Alpha pode conquistar seu coração.
Ainda por vir -- Editores HTML baseados em texto incluem ótimas
características e permitem aos autores controlar o que estão
fazendo, mas eles são péssimos ambientes para se testar diferentes
lay-outs e sistemas de navegação. Para essas tarefas, a maioria
das pessoas utiliza um software que esconde o HTML e mostra uma aproximação
de como o browser (navegador) interpretará aquela página.
Na próxima semana, nós iremos olhar para alguns desses programas.
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