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TidBITS-pt#386/30-Jun-97

O rei pode estar sem roupas, mas será indecente? Adam examina as decisões da Suprema Corte Americana no "Communications Decency Act" (Ato da Decência das Comunicações) e a noção de que o material "indecente" chega espontaneamente às telas dos computadores das pessoas. Temos também uma matéria sobre os recém-lançados Netscape Communicator 4.01, LetterRip 2.0, e o servidor Usenet RumorMill. Além disso, Tonya confere os editores HTML visuais, onde estão incluídos: Adobe PageMill, Claris Home Page, e Symantec Visual Page.

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MailBITS-pt/30-Jun-97

LetterRip 2.0 Disponível -- A Fog City Software acaba de lançar o LetterRip 2.0, um programa de gerenciamento de listas ultra-simples. LetterRip 2.0 adiciona o suporte a POP (eliminando a necessidade de uma conexão Internet dedicada), banners e rodapés nas mensagens, suporte extenso a Apple Event, processadores de mensagens, contas automáticas para subscribe e unsubscribe (popularizadas por nossas contas <tidbits- on@tidbits.com> e <tidbits-off@tidbits.com>), e domínios múltiplos. Consideramos LetterRip 1.0 extremamente simples de ser usado para o gerenciamento de várias listas. LetterRip 2.0 é um upgrade gratuito para seus usários. O preço original é de $295 e inclui 12 meses de suporte e upgrades gratuitos. [ACE]

<http://www.fogcity.com/lr_2.0.html>

Direto do RumorMill -- Os fãs de Peter Lewis e da Stairways Software ficarão contentes em saber do lançamento do RumorMill 1.0, um servidor Usenet shareware de $35 para o Mac. Embora RumorMill não tenha como objetivo lidar com uma atualização integral da Usenet news (que atualmente chega a 1 GB por dia, e continua crescendo), é uma solução simples e barata para se administrar grupos locais de newsgroups e oferecer a usuários locais alguns newsgroups da Internet, mesmo se o servidor tiver uma conexão discada! RumorMill suporta sites múltiplos de upstream e downstream, acesso restrito por número IP, e administração remota através de uma aplicação separada. RumorMill também suporta as preferências do NewsWatcher e arquivos padrões newsrc, e tem opções avançadas que podem ser configuradas via Telnet. Pelo preço, é difícil vencer RumorMill no que diz respeito a grupos de discussão local, e ele só precisa de 2 MB de RAM. [GD]

<http://www.stairways.com/rumormill/>



Terra para Netscape: Lançado o Communicator 4.01

por Tonya Engst <tonya@tidbits.com>

O Netscape Communicator 4.01 já está disponível para o Macintosh. O software contém um conjunto de ferramentas Internet para a Web, email, editoração de HTML, recepção de dados emitidos (tecnologia "push") e mais. O "browser" Web incluido, chamado "Navigator", representa um "upgrade" do Netscape Navigator 3. Uma Professional Editional (Edição Profissional) vem com módulos adicionais para agenda de grupos e automação de redes. De acordo com a listagem de especificações - tão repleta de jargões ou "buzzwords" que poderia ter sido escrita pelo patrão do Dilbert) - ambas as versões estão direcionadas diretamente a usuários corporativos. O Communicator 4.01 também soluciona o recente "bug da privacidade" que tem recebido grande atenção da midia. Esse pequeno defeito no software permitiu que "webmasters" mal-intecionados acessassem arquivos conhecidos dos discos dos usuários.

Talvez o recurso novo mais perceptível no módulo Navigator - e o mais voltado aos consumidores - é o menu de Bookmarks (Marca-Paginas), que já vem pré-configurado, para sua conveniência, com categorias como Esportes e Compras. Cada categoria tem sub-itens, por exemplo, Compras inclui a cadeia de lojas The Sharper Image e a livraria Amazon Books. Os Bookmarks do usuárioa aparecem no final do menu. Embora os usuários novos possam achar esse menu conveniente, para mim parecia que um shopping center tinha sido anexado ao meu "browser".

Eu descobri que eu podia alterar o novo menu de Bookmarks simplesmente substituindo o arquivo bookmarks.html da minha pasta de usuário (dentro da pasta Netscape Users, dentro de Preferences, dentro do System Folder) pelo meu antigo arquivo de mesmo nome. Eu fiz alguns testes e descobri que editar o novo arquivo bookmarks.html também funciona, mas não sei ainda se qualquer uma dessas soluções é permanente.

De acordo com a Netscape, o Communicator requer pelo menos um Macintosh baseado em 68030, com 16 MB de RAM e sistema 7.5 ou superior. O "download" da Standard Edition (Edição Standard), com todos os componentes do Communicator, é de aproximadamente 10 MB. [TJE]

<http://www.netscape.com/flash1/comprod/products/communicator/>




Ato da Decência das Comunicações Julgado Inconstitucional


por Adam C. Engst
<ace@tidbits.com>


E houve júbilo em Mudville, pois o terrível CDA tinha sido vencido.

No dia 26 de Junho de 97, a Suprema Corte dos Estados Unidos, numa decisão unânime (apenas dois juízes discordaram parcialmente), julgou que o Communications Decency Act (Ato da Decência das Comunicações), melhor conhecido como CDA, violava a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Nas palavras da decisão oficial, "As provisões sobre 'transmissão indecente' e 'mostra patentemente ofensiva' da CDA abrangem a 'liberdade de expressão' protegida pela Primeira Emenda." Com isso, os pais, professores e bibliotecários terão que decidir sozinhos o que é e o que não é aceitável que seus pupilos vejam "online", sem o braço forte do governo, mas com o auxílio de softwares de filtragem e bloqueio.

**O Que Eles Disseram** -- Eu não sou nenhum acadêmico oficial, mas, lendo o texto na íntegra da decisão (posto na Internet 8 minutos após ser liberado, utilizando um PowerBook e um modem sem fio Ricochet), parece que a Suprema Corte tem alguns problemas com a CDA.

<http://www.ciec.org/SC_appeal/decision.shtml>

* A Corte considerou que o CDA era demasiadamente vago e que isso teria um "efeito obviamente congelador na liberdade de expressão". Basicamente, se o governo decide que alguma coisa é ilegal, os cidadãos devem ser capazes de discernir quais ações tornaram-se ilegais.

* Para a Corte, o CDA não definia adequadamente os termos "indecência" e "patentemente ofensiva". Sem uma definição legal forte, fica difícil, não apenas para o grande público, mas também para os advogados, determinarem se alguma forma de expressão pode ser considerada como indecente, patentemente ofensiva ou não. Eu, pessoalmente, tenho dificuldade com situações como esta, porque parece que a "decência" é um conceito que varia radicalmente entre pessoas, culturas e eras diferentes.

* A Corte criticou o CDA por não levar em conta a possibilidade de que materiais "ofensivos" podem ter algum valor social. O mundo não é apenas luz e doçura, e, às vezes, é importante ser exposto a coisas "ofensivas".

* Finalmente, a Corte considerou que o aspecto vago do CDA foi exacerbado pela inclusão de penas criminais a uma restrição baseada em conteúdo na liberdade de expressão.

E Agora? -- Os defensores do CDA irão continuar a lutar por uma provisão que controle, bem, o tipo de expressão que eles não gostam (esta parece ser a descrição mais precisa). Alguns grupos pretendem pressionar o Congresso dos Estados Unidos para criar um novo estatuto e o co-autor do CDA, o senador Dan Coats, pode introduzir um ato novo, mais focalizado. Essa possibilidade foi encorajada pela opinião escrita pela Juiza Sandra Day O'Connor (juntamente com o Juiz Chefe William Rehnquist). Nela, a Juiza O'Connor postula que a criação de "zonas adultas" na Internet seria constitucional. Entretanto, ela também lembrou que "o zoneamento baseado nos usuários está ainda em seus primórdios" e que "devemos avaliar a constitucionalidade do CDA, quanto à sua aplicação na Internet, como a conhecemos hoje."

<http://www.ciec.org/SC_appeal/concurrence.shtml>

Outras possíveis leis obrigariam os provedores de acesso para Internet a oferecerem software de filtragem ou bloqueio. O Presidente Bill Clinton disse que a administração iria estudar a decisão da Suprema Corte e observou, "Se formos fazer da Internet um recurso poderoso para o aprendizado, devemos dar aos pais e mestres as ferramentas que eles necessitam para tornar a Internet segura para as crianças." Os defensores do CDA insistiram para que governo cancelasse a decisão.

É importante lembrar que as leis existentes sobre a distribuição da pornografia infantil e materiais "obcenos" (um termo mais rigidamente definido do que "indecente") têm sido aplicadas no passado, e continuam a ser aplicadas à Internet.

Alguns Pensamentos -- Eu fiquei confuso quanto ao governo defender o CDA, não por achar que qualquer dos argumentos do governo sejam indefensíveis, mas por que parecia tão improvável que uma lei dessas pudesse ser ao menos submetida (sim, eu sei que fazia parte do Ato de Reforma das Telecomunicações de 1996), ainda mais que o governo ainda insistisse nela após a derrota inicial num tribunal inferior (veja TidBITS-315_ e TidBITS-333_). Talvez eu tenha certas tendências parciais para o conceito da responsabilidade individual, mas toda a retórica que cerca este debate me assusta.

Por exemplo, o Presidente Clinton disse: "Com a tecnologia certa e os sistemas de censura adequados, nós poderemos assegurar que nossas crianças não acabarão chegando no distrito da luz vermelha do cyberspace.". Me desculpe, mas ninguém "acaba chegando" a ver imagens pornográficas na Internet - se você está olhando para elas, você seguiu um link para ali estar. O mesmo raciocínio é válido para os grupos Usenet, canais IRC, e todo o resto. Ainda mais, a referência ao distrito da luz vermelha é confusa, pois indica perigo físico. Pode ser verdade num verdadeiro distrito da luz vermelha, mas uma pessoa que chegue a um desses lugares na rede acidentalmente pode sair imediatamente, sem maiores problemas.

Recursos Legais Adicionais -- Minhas opiniões acima são somente expressões pessoais do meu ponto de vista, e não tem mais valor legal numa corte do que uma caixa de bolas de pingue-pongue. Para opiniões legais de verdade, eu faria referência a mailing list dos arquivos das Leis do Cyberspace, onde todos os tópicos foram discutidos em profundidade.

<http://www.ssrn.com/cyberlaw/>

Para aqueles seriamente interessados numa discussão legal, incluindo as notas de pé de página (necessárias nesse gênero literário), eu recomendaria um livro chamado Law and the Information Superhighway. Escrito pelo Professor Henry H. Perritt, Jr. da Villanova University School of Law, e publicado por Wiley Law Publications, o livro é uma referência exaustiva. Custando $150 não é barato, nem pode ser considerado uma leitura leve, mas quando qualquer assunto sobre leis na Internet surge, eu me refiro a ele para o básico. Confira a página abaixo para uma crítica do livro.

<http://jilt.law.strath.ac.uk/elj/jilt/BookRev/3waelde/default.htm>


Tecendo a Web - Parte 3: Editores visuais básicos de HTML


por Tonya Engst
<tonya@tidbits.com>


As primeiras duas partes desta série focalizaram os editores HTML baseados em texto, programas que oferecem um maior controle sobre o produto final. Editores como esses fazem com que você tenha que lidar com tags de HTML (marcadores), um processo que, para uns, é chato, para outros, intimidador, e geralmente foge da tradição do Macintosh - a maioria dos usuários de Mac que trabalham com tags de HTML por dez minutos perguntam logo por algum programa que lide com HTML por trás das cenas. O primeiro programa desse gênero foi o Adobe PageMill, que tem atualmente dois competidores: o Home Page 2.0 da Claris, e o Visual Page 1.0 da Symantec. Esse artigo contrasta esses três programas, e passa por algumas alternativas não-comerciais (grátis).

<http://www.adobe.com/prodindex/pagemill/>
<http://www.claris.com/products/claris/clarispage/>
<http://www.symantec.com/vpagemac/>

Todos esses programas funcionam como processadores de texto bem simples: faltam opções sofisticadas de edição de texto, e você não pode arrastar e soltar (drag & drop) objetos livremente pela página como é possível num programa de desktop publishing (ou em editores HTML mais avançados, como o Golive CyberStudio Pro ou o NetObejcts Fusion). Indo mais além, eles funcionam numa perspectiva orientada às páginas que frustam a maioria das pessoas criando grandes sites. Cada programa possui um módulo de edição, que tenta oferecer uma visão WYSIWYG ("o que você vê é o que você tem", embora o termo mais apropriado seja "o que você vê é o que você vê", ou WYSIWYS); mais um módulo HTML para trabalhar com o código; e um módulo "preview" que tenta aproximar como um browser (navegador) vai interpretar a página, com links internos funcionais. O chato é que no módulo HTML não se pode acessar os comandos de estilo presentes no módulo de edição, e tudo tem que ser feito na mão mesmo.

Todos os três programas funcionam bem para experimentar layouts (diagramações) e criar algumas páginas para a Web. Entretanto, em muitas situações da vida real, trabalhar com esses programas pode ser estranho, já que, de alguma forma - num mundo perfeito - é necessário fazer uns ajustes finais no HTML num ambiente texto. Nem todas as páginas, porém, precisam de um HTML perfeito para servir aos seus propósitos e às limitações de tempo de seus criadores. Experiências recentes ajudando novos usuários de computadores lembram-me que criar uma página Web usando um software gráfico pode ser um fator válido para alguns, alguém que não esteja preocupado com a marcação do código.

Você não vai errar ao escolher o PageMill, o Home Page ou o Visual Page, mas as diferenças entre eles existem.

Parece texto -- Para composições sérias, esses três programas são igualmente medíocres e lhes faltam opções sofisticadas presentes em processadores de texto modernos. Os três possuem opções básicas de Busca e Substituição (Find & Replace) e suportam convenções básicas de edição do Macintosh, embora o Visual Page e o PageMill falhem em inserir um espaço extra se você arrastar e soltar um bloco de texto entre duas palavras. O PageMill e o Home Page têm corretores ortogáficos, embora o do PageMill seja fraco. O Home Page utiliza os mecanismos padrão de correção da Claris, tem dicionários e parece mais maduro. O Home Page também leva as honras por ser o único programa onde você pode mudar os defaults de tamanhos e fontes - uma função importante para pessoas que não conseguem criar na irritante e pequenina Times 12pt - fonte original compartilhada pelos três programas. Por essas razões, o Home Page é o mais aceito como ferramenta para escrever. Essa categoria de software, entretanto, funciona melhor para páginas que pareçam-se com "posters" ou brochuras.

Para colocar grandes documentos na Web, você vai se sair melhor usando um conversor de HTML como o Myrmidon 1.2 da Terry Morse Software, que merece mais espaço do que eu estou dando aqui; RTFtoHTML 3.6 (um shareware de $36 de Chris Hector); o Microsoft Internet Assistant 2.0 for Word 6.0.1; ou o Astrobytes's BeyondPress 3.0, uma Xtension (plug-in) para o QuarkXpress com zilhões de funções, incluindo suporte para Cascading Style Sheets (a Extensis vende uma versão `light' chamada CyberPress).

<http://www.terrymorse.com/>
<http://www.sunpack.com/RTF/>
<http://www.microsoft.com/word/internet/ia/>
<http://www.astrobyte.com/>
<http://www.extensis.com/products/CyberPress/>

Você pode tentar ainda um processador de textos como o Nissus Writer 5.0.4 que é acompanhado com opções decentes de conversão para HTML (não me impressionei com as características HTML do WordPerfect). Outra possibilidade seria Globetrotter da Akimbo (resenhado em TidBITS-374_).

<http://www.nisus-soft.com/nisus_writer.html>
<http://www.akimbo.com/>

Tabelas e Frames -- Tabelas e frames (quadros) são particularmente tediosos de se construir do nada em HTML, então desenvolvedores para Web provavelmente tendem a se voltar para esses programas para ajudá-los. No quesito frames, o Home Page não é uma boa escolha, porque não consegue mostrar um conjunto de frames. O PageMill e o Visual Page possuem essa característica.

Em relação à tabelas, os três programas utilizam barras de ferramentas e paletes para formatação, então você não precisa ficar abrindo e fechando várias caixas de diálogo enquanto monta uma tabela. Nessa questão, porém, o Home Page perde alguns pontos, porque é necessário formatar célula por célula, texto por texto, tornando-se tedioso.

O PageMill é um pouco melhor - você aplicar formatações de células para múltiplas células, mas não pode aplicar formatações de texto, como a marcação `strong'. Eu não gosto de trabalhar com tabelas no PageMill porque demoro para lembrar-me da técnica necessária para selecionar coisas dentro da tabela (você pode querer selecionar a tabela inteira uma célula, ou texto dentro da célula). Se você usa o PageMill frequentemente, não terá problema, mas usuários ocasionais podem compartilhar a mesma frustração. Ainda, a barra de ferrmentas o PageMill possui botões minúsculos, e eu demoro para identificá-los rapidamente. Trabalhar com tabelas no PageMill não parece fluido para mim.

O Visual Page é o melhor programa para trabalhar com tabelas em HTML que eu já vi nessa categoria de software. A função para criar tabelas é fácil de aprender e oferece mais opções que o Home Page ou o PageMill (por exemplo, no PageMill você só pode mudar o tamanho vertical das células arrastando-nas; no Visual Page, você entra com uma medida e aquela medida pode ser aplicada para qualquer seleção de células). Mais importante, o Visual Page pode formatar textos em múltiplas células numa tabela de uma vez só, e ainda aplicar vários formatos de células à múltiplas células.

Gráficos e Mapas Clicáveis -- Dado que a ênfase da Adobe é na parte gráfica, não é de se surpreender que as capacidades gráficas do PageMill se sobressaiam. Não é tanto por ter mais funções, mas porque envolve mais cuidado em suas implementações. Por exemplo, o Visual Page pode alterar o tamanho de gráficos (tanto visualmente, arrastando até o tamanho desejado, ou numericamente, digitando as medidas), mas não pode fazê-lo de forma proporcional. o Home Page pode alterar tamanhos proporcionalmente, mas só arrastando, e não entrando com as medidas. O PageMill pode dimensionar tanto digitando as medidas ou arrastando, mas faltam opções mais novas como dimensionar proporcionalmente para que o gráfico caiba dentro de uma medida pré-estabelecida. Se se seu interesse em gráficos pode ser satisfeito utilizando imagens feitas e modificadas em outros aplicativos, qualquer um desses programas vai funcionar, mas se você trabalha bastante com gráficos, o PageMill irá serví-lo melhor. Um outro fator negativo do Home Page é que ele não consegue mostrar gráficos alinhados à direita ou à esquerda de um bloco de texto (apesar deles serem corretamente mostrados no browser).

Bolsas para Arrastar arquivos -- Estes três programas aceitam vários formatos de arquivos. Por exemplo, todos manipulam imagens PICT, GIF e JPEG. Na maior parte dos casos, podemos simplesmente arrastar o ficheiro para a janela de trabalho para o mesmo ser incluido na página, usualmente como imagen ou como objeto incluido ("embedded object") que pode então ser configurado numa janela de diálogo. Às vezes, no entanto, o programa cria simplesmente uma ligação para o ficheiro em questão. Por exemplo,o Visual Page trata sons como objetos incluidos, mas o Home Page cria ligações seleccionáveis que conduzem aos arquivos de som. Estes programas mostram os objetos que para eles arrastámos de maneira diferente, sendo essas diferenças particularmente aparentes em modo de Visualização ("Preview mode"). A Adobe assegurou-se de que o formato PDF ("Portable Document Format" - formato de documento transportável) funciona bem, enquanto a Symantec prestou atençao especial às miniaplicações Java ("Java applets").

Pessoalmente, eu desconfio do modo de Visualização porque prefiro ver as páginas num visualizador ("browser"), mas posso imaginar situações nas quais o modo de Visualização se torna importante - os usuários podem não dispor de memória RAM suficiente para abrir o visualizador simultaneamente, ou serem tão inesperientes que mudar de uma aplicação para outra possa ser encarado como um desafio complicado. A tabela abaixo resume a forma de visualização utilizada pelos programas para diferentes tipos de mídia para eles arrastados. ("objeto" significa um objeto incluido genérico; "ligação" significa que o programa cria uma ligação para o ficheiro em vez de o incluir na página.)

 

 

Formato e Home Page PageMill Visual Page

Modo mostra: mostra: mostra:

----------------------------------------------------------

GIF animado

Modo de Edição 1ª imagem 1ª imagem 1ª imagem

M. Visualização 1ª imagem animação 1ª imagem

QuickTime

Modo de Edição 1ª imagem 1ª imagem filme

M. Visualização 1ª imagem filme filme

AIFF

Modo de Edição ligação objeto objeto

M. Visualização ligação objeto objeto

au/WAV

Modo de Edição ligação ligação objeto

M. Visualização ligação ligação objeto

miniaplicação Java

Modo de Edição objeto Java objeto Java objeto Java

M. Visualização objeto Java objeto Java corre

PDF

Modo de Edição ligação primeira página objeto

M. Visualização ligação primeira página objeto

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