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TidBITS-pt#387/07-Jul-97

Gostaria de saber qual a sensação de possuir um Macintosh comemorativo de 20 anos? Tonya divide conosco a sua experiência de um dia. Também nessa edição, noticiamos a nova versão do Disinfectant, uma promoção do LetterRip 2.0, e explicamos porque a Power Computing pretende fabricar computadores Intel, e destacamos algumas fontes para aqueles interessados em sgurança na Internet. As matérias da semana falam sobre o Broderbund Family Tree Maker e o CyberStudio da GoLive Systems.

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MailBITS-pt/07-Jul-97

Disinfectant 3.7 -- John Norstad acaba de lançar a versão 3.7 do seu venerável utilitário anti-vírus, o Disinfectant, dessa vez para combater uma variação no vírus MBDF B que era detectada pelo INIT do Desinfectant mas não pelo próprio Desinfectant (o aplicativo). O Disinfectant 3.7 é também mais inteligente com relação a volumes de rede e discos protegidos, e agora também inclui uma mensagem que avisa que o Disinfectant não reconhece os vírus de macro. (veja TidBITS-pt-385_). [GD]

<ftp://ftp.acns.nwu.edu/pub/disinfectant/disinfectant37.sea.hqx>

LetterRip 2.0 em Promoção por $95
-- Quando falamos do lançamento do LetterRip 2.0 da FogCity na semana passada em TidBITS-pt-386_, a FogCity ainda não tinha anunciado seu preço introdutório de $95 até 15 de agosto de 1997, um bom desconto no preço original de $295. [ACE]

<http://www.fogcity.com/>

Poder para o Povo -- Na semana passada, os documentos entregues pela Power Computing demonstram que a empresa se tornará pública com uma oferta inicial de três milhões de ações. Os documentos também revelaram que a Power Computing também pretende fabricar computadores Intel, além da sua extensa linha de clones Macintosh.

Como sempre acontece, a grande maioria da mídia interpretou essa mudança para afirmar que a Power Computing estaria "mudando" para a Intel, ignorando os documentos que falavam dos negócios da Power Computing na área Macintosh. Os documentos ainda revelam o texto integral do antes confidencial documento de licenciamento e certificação feito com a Apple, e também que a Power obteve uma licença mais limitada para o MacOS da IBM, no caso das negociações com a Apple não derem certo. Os planos da Power de fabricar PC's Intel não representam uma grande surpresa -- muitos escritórios utilizam servidores NT aliados a Mac para o trabalho, e a Power espera atender a ambos os lados dessa demanda. O texto integral dessa documentação (835K) pode ser retirado do SEC. [GD]

<ftp://ftp.sec.gov/edgar/data/1040478/0000950134-97-005019.txt>

Sem Senso de Segurança?
-- Seguindo meu artigo sobre os desafios de segurança no Macintosh em TidBITS-pt-385_, eu descobri sobre a tese de dissertação de PhD do Dr. John D. Howard, que analisa tendências sobre segurança na Internet de 1989 a 1995 utilizando 4.300 incidentes relatados ao time do Computer Emergency Response Team Coordination Center. Os capítulos 1 e 14 (a introdução, adicionada a implicações políticas e recomendações) representam uma boa leitura de maneira geral, e existem muitos argumentos fortes para suportar as idéias. O estudo como um todo descobre que (com a exceção de ataques de recusa-de-serviço), os incidentes de segurança estão diminuindo relativamente ao tamanho da Internet.

<http://www.cert.org/research/JHThesis/>

Se você está procurando por um desafio de segurança em Macintosh, a Sweden's Infinit Information AB abriu seu segundo concurso Crack-A-Mac no dia 04-Jul-97. (veja
TidBITS-pt-378_ para detalhes sobre o primeiro concurso). Dessa vez, ao invés de rodar num Mac padrão saído da caixa, eles estão expondo uma máquina de alta tecnologia e configurações mais sofisticadas ao mundo. A configuração do servidor do concurso inclui versões finais do WebSTAR e do MacOS 8, além do SiteEdit Pro, serviço de múltiplos domínios via ClearlyHome e acesso a banco de dados via Lasso e FileMaker Pro. Para receber o prêmio, (mais ou menos US$13.0000), leia as regras e altere o conteúdo da homepage do servidor. [GD]

<http://hacke.inifit.se/>


No 20º Aniversário o Mac Vem Para o Chá

por Tonya Engst <tonya@tidbits.com>

Na última semana, Michael Koidahl, proprietário da Westwind Computing em Seattle, resolveu o problema do dia em que eu e Adam poderíamos realizar um grande festa de verão. Lembrando que Westwind tinha um modelo protótipo da Apple para o 20º Aniversário do Macintosh no fim de semana, ele sugeriu que convidássemos muitas pessoas para um churrasco onde elas tivessem uma chance de usar o Mac.

<http://www.westwind.com/>
<http://powermacintosh.apple.com/products/20thann_mac.html>
<http://20thanniversary.apple.com/>

O churrasco foi um sucesso, apesar de eu ter derramado salsa na minha camiseta roxa com estampa tie-dye da Apple. O Diretor de Edição do TidBITS Jeff Carlson superou-se no campo da culinária e fez uma torta de maçã com a logomarca Mac OS.

O Macintosh comemorativo do 20º Aniversário combinou o estilo inicial e a linha amigável do Mac 128K com a engenharia pizazz dos primeiros PowerBooks. A pasta que contém o quadro lógico é firme com 7,6 centímetros de espessura e apresenta uma maravilhosa tela colorida com 30 centímetros, matriz ativa, backlit e 800 por 600 pixels. O novo Mac tem um drive floppy na lateral; o panel frontal embaixo da tela contém um drive de CD-ROM na vertical e uma série de controles.

O Macintosh do 20º Aniversário misturou a características comuns do Macintosh (chip de 250 MHz PowerPC 603e, 32 MB de RAM, cache de 256K Nível 2) com as últimas opções eletrônicas de consumo e um design elegante e fururístico. O sistema inclui um sistema de som Acoustimass Bose que divide as saídas de som entre os speakers contidos na caixa com uma unidade equalizadora separada que parece a miniatura de um silo e que também contém a reserva de energia necessária para todo o computador. Apesar de não estar presente no protótipo que estava conosco, o Mac vem com um software que ajuda a ajustar os "ângulos de audição" e os níveis de balanço do som.

<http://www.bose.com/new/new_apple.shtml>

Existe ainda um sintonizador de rádio FM e de televisão, uma porta S-video e um adaptador de cabo de vídeo pode ser acrescentado aos discos laser (nós ficamos com Blade Runner rodando a maior parte da tarde), VCRs e discos satélites DSS.

Possui ainda controle remoto, 2 GB de hard disk, um modem GeoPort externo com 33.6 Kbps, um ponto para cartão Ethernet, um ponto para AV, outro para PCI de 7-inch, um teclado com descanso para mãos em couro e um trackpad removível. Comprar uma dessas belezas inclui também a entrega e o setup, três anos de garantia no hardware e três anos de suporte telefônico gratuito.

Eu já havia visto o Macintosh comemorativo do 20º Aniversário num encontro de dBUG, o Grupo de Usuários Macintosh de Seattle, mas ele causou mais impacto colocado sobre minha mesa de jantar, onde se encaixou perfeitamente com a decoração. O sistema Bose soou fabulosamente e a tela certamente é mais agradável (e tem um ângulo de visão melhor) do que a do PowerBook 5300c que vive em nossa cozinha.

Depois que as pessoas começaram a sair, decidimos conectá-lo na Internet através de um modem Ricochet (veja TidBITS-366_), que trabalhou muito bem apesar de estarmos um tanto distantes da área de cobertura da Metricom em Seattle. Acabou que o modem Ricochet pôde falar com transceptores mais distantes do que se imaginava. Normalmente eles funcionam num raio de meia à duas milhas de distância mas calculamos que a distância entre nossos transceptores era de mais ou menos 15 a 20 milhas. A importância dessa variação é porque nossa casa se localiza ao lado de uma montanha e por isso só temos um ângulo de conexão com os transceptores em Renton e Seattle.

<http://www.ricochet.net/>

Obviamente eu quero um Mac comemorativo - quem não gostaria de um? (Eu não consegui convencer o pessoal da Westwind a ir embora deixando o protótipo comigo, além de alguns comentários sobre como estava ficando tarde). Eu gostaria que a Apple retirasse algumas coisas e abaixasse os preços de forma que mais pessoas teriam condição de comprá-lo (o preço de lista gira em torno de $7.500; e mesmo com este preco a Westwind já tem encomendas para sete unidades). Eu lutei e economizei muito para conseguir comprar meu primeiro SE com preço acadêmico em 1988, e - falando francamente - este Mac parece um pouco elitista demais, como um computador que viria para um chá mas não para um almoço. Ainda assim foi divertido tê-lo aqui e eu ainda consegui tirar a salsa da minha camiseta.




Sonho Genealógico: Family Tree Maker ("Gestor de Arvores Genealógicas")


por Douglas Tallman
<dtallman@crosslink.net>



Mesmo que não possa escolher os seus parentes, poderá sempre escolher o programa de genealogia que vai utilizar.

No início do ano a Broderbund lançou a versão para Macintosh do Family Tree Maker (FTM), que é considerado o melhor programa de gestão da genealogia para máquinas DOS e Windows. O programa gere a informação relativa aos seus parentes e produz relatórios, gráficos e árvores genealógocas de belo efeito. O programa vem acompanhado com CD-ROMs adequados para iniciar a pesquiza genealógica, e as páginas da Web da companhia proporcionam aos seus clientes uma gama de serviços especializados.

<http://www.familytreemaker.com/>


Encontro Familiar
-- A janela principal do FTM é a página da Família, que tem campos para os nomes, as datas e os lugares dos pais e dos filhos. Os botões na parte direita levam-nos à família de cada um dos pais e ao casamento de cada um dos filhos.

Janelas secundárias contém as direcções, dados médicos e notas diversas. Outra janela inclui campos para descrição da relação da pessoa com os seus pais - se por nascimento ou por adopção, por exemplo. Uma janela de Factos dispoõe de dezasseis campos duplos para datas e notas, que o utilizador pode rotular de acordo com as suas necessidades. Eu uso as minhas para anotar a localização dos cemitérios, dos lugares onde as pessoas viviam, as suas profissões, a sua religião e o lugar e a data do seu baptismo.

A maioria dos campos de localização e de nome utilizam uma característica chamada "campo rápido", que funciona como o sistema "QuickFill" da Quicken: introduzimos as primeiras letras até que o programa seleccione o que pretendemos com base nas entradas anteriores. Isto pode revelar-se uma verdadeira benção porque não só elimina alguma dactilografia, mas também assegura uma entrada de dados mais consistente.

O FTM dispõe de muitas maneiras de imprimir os dados, incluindo árvores genealógicas mostrando os ascencentes ou descendentes de cada indivíduo. O programa permite abundante controlo sobre o aspecto das imagens, permitindo a escolha da estrutura, o tipo e o tamanho da letra e o tipo de dados a incluir.

Vários tipos de vistas são parte integrante do programa, incluindo um calendário com as datas de nascimento (e de aniversário) dos parentes vivos e a lista das relações familiares entre cada indivíduo e todos os outro contidos na base de dados. Aqui é possível sabermos que a prima Alzira é nossa prima em segundo grau, por exemplo. O programa também apresenta dois Mapas de Grupo Familiar, uma forma padrão de apresentação da informação familiar dos genealogistas. Uma é a forma básica, com pais, filhos e datas. A outra apresenta informação adicional, incluindo o que introduzimos na janela dos Factos.

Se os tipos de relatório mencionados não forem satisfatórios, o utilizador pode criar tipos novos com alguma flexibilidade. É relativamente fácil criar uma lista das causas de morte dos entes queridos, por exemplo. É possível imprimir a lista ou copia-la para um processador de texto.

À medida que o ficheiro do FTM cresce, aumenta o valor da informação que contém. Afortunadamente, o FTM faz cópias de segurança automáticas cada vez que fechamos o programa. O formato dos ficheiros para Mac e Windows é idêntico, facilitando imenso a partilha dos dados nas reuniões familiares.

O programa utiliza para importação ou exportação de dados o formato GEDCOM ("GEnealogical Data COMmunications" - Comunicação de Dados Genealógicos), um protocolo de intercâmbio de dados padronizado para simplificar este tipo de trabalho. Este protocolo manuseia facilmente os ficheiros - incluindo a informação contida nos campos de Factos - embora um dos seus detalhes traia a sua origem PC: o nome do ficheiro tem que terminar em ".ged" para que o FTM possa importar os dados nele contidos.

Algumas outras particularidades parecem dever-se à conversão entre os dois sistemas operativos. Se tentar abrir um ficheiro por dupla selecção no "Finder", o FTM abre o ficheiro utilizado na última vez que o programa correu e não o ficheiro seleccionado. A caixa de fechar da janela não fecha a mesma mas provoca o fecho do programa. O programa utiliza todas as teclas de função do teclado e ignora a maioria das combinações da tecla de Comando. Poucos utilizadores Mac se lembrariam de usar F1 para chamar a janela de ajuda em vez de usar a tecla de "Help" (ajuda).

A versão Mac também não dispõe da função Álbum de Recortes ("Scrapbook") da versão Windows, que guarda imagens na base de dados. A porta-voz do fabricante revelou que essa característica foi retirada no último momento - o que explica o estar mencionada na caixa do programa e as várias referências à mesma na documentação electrónica acessível do programa. No entanto, porque a versão Mac pode ler os ficheiros Windows, os utilizadores do FTM Mac podem ver as imagens nos ficheiros dos seus parentes com PC, mesmo que não possam guardar as suas próprias imagens.


Alcançando mais longe
-- O programa inclui o Índice de Mortalidade da Segurança Social em CD-ROM. Esta informação inclui o nome, a data de nascimento, o número da Segurança Social e a direcção de qualquer pessoa que morreu há mais de dois anos. Com esta informação é possível escrever ao governo federal para obter a forma SS-5 da pessoa, requerida para a obtenção do cartão da Segurança Social, e que contem os nomes e direcções dos pais da pessoa.

Também incluidos estão os primeiros dois CDs do projecto Árvore Genealógica Mundial da Broderbund. Esta é uma tentativa para divulgar a investigação genealógica dos clientes da Broderbund através da partilha das suas pesquisas. Aqui eu tinha esperança de encontrar alguma informação acerca do meu tetravô, Cornelison Tallman, um homem que parece ter deixado aos seus descendentes muito poucos registos da sua existência. Se puder encontrar os seus pais, penso que posso levar a minha árvore genealógica até à Holanda.

Se algum dos CDs tivesse revelado alguma coisa sobre Corny, eu teria melhor opinião dos mesmos. Infelizmente, ele permanece um mistério. Os CDs podem, no entanto, ser uma grande ajuda. Se for possível encontrar uma ligação entre nós e uma árvore genealógica, podemos ganhar imenso tempo no registo da informação, além de que essa pesquiza pode ser feita em casa e não numa obscura biblioteca. CDs adicionais custam 20 dólares ou mais pela Broderbund. Alguns críticos do projecto Árvore Genealógica Mundial apareceram já nos grupos de discussão ("newsgroups") genealógicos e nas listas de correio electrónico ("mailing lists"). Eles argumentam que alguma árvores foram incluidas sem consentimento dos pesquizadores e que estão a distribuir informação incorrecta. Em relação à minha família descobri dados que contradizem a minha própria informação de confiança, pelo que recomendo a verificação de qualquer informação que se encontre nos CDs.

Muitos pretendentes a genealogistas beneficiarão das páginas da Web do Family Tree Maker, onde muita da informação disponível não tem custos. Um recurso precioso nas páginas é uma colecção de conselhos sobre a pesquisa nos Arquivos Nacionais e sobre a maneira de obter informação das Câmaras Municipais e das capitais estaduais. A Broderbund começou recentemente a oferecer serviços de Agência de Pesquisa Familiar pela Internet. Basta escrever o nome da pessoa que procuramos para executar uma pesquisa no conjunto de páginas da Web que estão lá indexadas. A companhia afirma que os agentes executam pesquisas periódicas e que enviam o resultado por correio electrónico ao interessado.

As páginas da Web incluem benefícios adicionais para os clientes do FTM, tais como grupos de discussão, anúncios classificados grátis e mesmo simples páginas pessoais. O acesso a estes serviços especiais requer a utilização do Netscape Navigator; nenhum outro programa é correntemente aceite, apesar da Broderbund ter recebido pedidos para introdução de outros programas de navegação.


Ferramentas para Ajudar a Crescer as Árvores Genealógicas
-- O Mac possui várias alternativas ao FTM, incluindo o bem-recebido Reunion, da Leister Productions Inc. e o preciosidade Gene, de Diana e Davis Epstein, em regime de partilha ("shareware").

<http://www.leisterpro.com/>
<http://www.ics.uci.edu/~eppstein/gene/>

Uma característica comum a estes programas que não existe no FTM é a possibilidade de gerar um relatório em forma de livro da sua genealogia. Isso é razão mais que suficiente para descarregar uma cópia do Gene, que pode facilmente importar os formatos GEDCOM criados pelo FTM. A Broderbund, no entanto, incluiu aquela característica na sua mais recente versão do programa para Windows; não há notícias sobre a sua inclusão próxima na versão para Mac.

Existem quase tantas páginas da Web e listas de correio electrónico dedicadas á genealogia como as dedicadas ao Caminho das Estrelas ("Star Trek"), incluindo ainda os grupos de discussão da Usenet tais como <alt.genealogy>.

A RootsWeb gere a lista de correio electrónico ROOTS-L, que é um bom ponto de partida, e também gere um conjunto de listas dedicadas a nomes de família e locais específicos, em conjunto com uma lista dedicada aos que sepretendem iniciar. A lista Cyndi's List of Genealogy Sites (Lista da Cyndi das Páginas Genalógicas) na Internet é um recurso fabuloso, com mais de 21 000 páginas listadas e indexadas. A hierarquia de grupos de discussão soc.genealogy.* inclui 18 grupos; o grupo <soc.genealogy.computing> dedica-se aos programas e a ajuda via Internet.

<http://www.rootsweb.com/>
<http://www.oz.net/~cyndihow/sites.htm>

O Family Tree Maker é distribuido em CD-ROM e requer um Mac da linha PowerPc com pelo menos 16 Mb de RAM (ou 8 Mb de memória virtual) correndo a versão 7.1.2 do Sistema ou outra mais recente. Ocupa um considerável espaço no disco duro, com 7 Mb dedicados ao programa e 4,5 Mb dedicados às extensões de sistema Microsoft.

Broderbund Software -- 800/315-0672 -- 415/382-4419 (fax)


Tecendo a Web - Parte 4: CyberStudio


por Tonya Engst
<tonya@tidbits.com>


Se você leu as seções anteriores desta série (iniciada em
TidBITS-pt-384_), sabe o que é quente ou não em termos de ferramentas de autoria para a web voltadas a texto, como também em relação às ferramentas visuais de baixa performance que funcionam como processadores de texto simplificados. Ambos os tipos funcionam bem para certas tarefas, mas nenhum deles é o programa definitivo para se publicar na Web. Hoje olharemos o CyberStudio 1.1 da GoLive Systems, um novo e quente lançamento que direciona suas forças do texto para o campo visual, adicionando ainda algumas funções avançadas.

<http://www.golive.com/>

Queridinho
-- Aqui no TidBITS, às vezes utilizamos o termo "demos well" (demonstra bem). Isto significa que o produto parece maravilhoso e é ótimo inicialmente, mas pode ter alguns defeitos que só aparecerão quando testarmos em casa. Com sua interface elegante, atrativa e multiplicidade de funções-chave, o CyberStudio definitivamente "demonstra bem".

O CyberStudio impressiona logo de cara. O arquivo de "Leia Me" (read me) diz exatamente onde todas as partes do programa estarão quando instalado. O manual impresso é atrativo e profissional, diferentemente da maioria dos manuais "juntados às pressas" nessa era de correria de lançamentos. A seção que cobre as paletes de cores do CyberStudio (RGB, Apple, CMYK, 216-Cores próprias para Web, e mais) é impressa em cores em papel `glossy', e o pacote inclui uma cartão falando sobre as maiores incompatibilidades. (Irv do departamento de suporte técnico do CyberStudio disse que algumas pessoas rodam o RamDoubler sem problemas, mas que outras desligam-no para poder usar o CyberStudio. Rodar o CyberStudio junto com o Adobe Type Reunion resulta em mal funcionamento dos menus contextuais do CyberStudio - eles aparecem com vários caracteres estranhos).

Ao ser executado, o CyberStudio mostra uma janela com o módulo de lay-out ativo. No canto inferior direito, há um menu "pop-up" para associar a largura da janela às larguras dos browsers mais comuns. Outros menus levam a outros módulos. Acima da janela do documento fica uma barra de ferramentas que pode ser fechada. Há ainda uma palete (chamada Palete) com ícones, representando ítens que você pode querer adicionar à página ou site, como uma tabela ou uma `tag' META. Há também uma palete de inspeção, utilizada para customizar ítens arrastados da Palete.

Dois problemas na interface podem atrapalhá-lo. O CyberStudio possui uma profusão de janelas e paletes, e eu acho que a minha configuração de dois monitores não era grande o suficiente. Segundo, o CyberStudio leva a idéia de arrastar e soltar ao extremo - precisando de "arrastações" em demasia, o que muitos vão querer evitar. Exemplo: ítens na Palete não podem ser clicados para inserção no ponto de inserção ou adicionados através de um atalho de teclas; eles precisam ser fisicamente arrastados sobre a página.

Vendo o HTML
-- Não há nada como um projeto real para revelar defeitos em qualquer produto, e ao importar uma página da nova versão do Web site de TidBITS surgiu um grande problema: nós fizemos nosso site com pares de tags de parágrafos; isto é, cada parágrafo começa com um <P> e termina com </P>. O CyberStudio somente usa o <P> inicial, modificando os documentos HTML importados de acordo com seu funcionamento, e assim, alterando levemente o espaçamento vertical em alguns pontos.

O menu para ver o código do CyberStudio imita os módulos de HTML que vimos nos softwares que falamos na semana passada; ele se utiliza de sintáxe colorida para diferenciar as tags (os marcadores de html) do texto, e as fontes e estilos são, de certa maneira, customizáveis. Nos editores visuais anteriores em que olhamos, era necessário que o usuário digitasse quase que todas as tags de HTML do nada quando nesse módulo. O CyberStudio não sofre dessa limitação; todo comando presente no módulo de lay-out funciona no módulo de código HTML. Por exemplo, para inserir um botão de "enviar" no módulo HTML, só é preciso arrastar o item relativo a esse botão da Palete. O CyberStudio responde inserindo a parte de código necessária. Infelizmente, nesse módulo, não há como quebrar linhas, e então longos parágrafos irão ficar maiores que o tamanho da janela, ficando escondidas como se estivéssem à direita.

Se trabalhar nesse módulo não é estruturado o bastante, você também pode trabalhar no módulo `outline', que mostra o HTML "resumidamente", com bloquinhos de tags contendo menus "pop-up". Esses menus permitem adicionar atributos (como o tamanho da borda de uma tabela), que então também ficam nos bloquinhos. Esse módulo funciona com um banco de dados customizável, e você pode adicionar tags ao banco de dados e customizar os atributos.

O CyberStudio também vem com um editor de javascript embutido, completo com sintáxe colorida e uma biblioteca de scripts.

Pixel ou não -- Numa primeira olhada, o módulo de lay-out funciona mais os menos comos os modúlos de edição das ferramentas visuais de baixo desempenho. Você pode digitar texto e inserir elementos diversos, como gráficos e filmes, mas não pode mover elementos livremente. Isso conta para um HTML humanamente legível, um problema notado logo no primeiro artigo dessa série. Entretanto, se a perfeita colocação dos elementos supera as preocupações com a legibilidade do código, você pode arrastar uma área de lay-ou da Palete. Essa área pode cobrir toda a página ou partes dela, como num programa de editoração eletrônica (desktop publishing). Ao dar aos usuários a possibilidade de escolher ou não utilizar a metáfora de um programa de editoração, o CyberStudio acomoda uma grande variedade de usuários e utilizações.

Apesar dessa área de lay-out permitir a perfeita colocação em pixels, ela não substitui a utilização de tabelas para algumas páginas - se você precisar de uma tabela 5 por 5, com dimensões específicas de células, uma tabela certamente será mais rápida, já que a área de lay-out não informa a posição quando você posiciona objetos (eu gostaria que houvesse uma régua ou barra de status informando as coordenadas de localização). Você pode contornar um pouco isso utilizando área de lay-out dentro de tabelas - você usa as tabelas para marcar um esqueleto de dimensões conhecidas e daí move os elementos visualemente dentro desse esqueleto.

Dada a falta de habilidade para mostrar exatamente onde os ítens são posicionados em áreas de lay-out, é desapontante que o CyberStudio não supere seus competidores de baixa performance quando precisa-se criar tabelas. Positivamente, você pode redimensionar uma tabela puxando suas bordas e a formatação é rápida, já que não se esconde atrás de várias caixas de diálogos. Negativamente, quase sempre é necessário formatar células e blocos de texto individualmente. Para trabalho intenso com tabelas o Symantec Visual Page é o melhor produto.

O módulo para construção de frames do CyberStudio é fácil de usar e a Palete traz uma área reservada para diferentes `framesets'. O VisualPage e o PageMill confrontam bem o CyberStudio nesse quesito; ambos mostram frames dentro de uma frameset (área com vários frames), uma função que falta ao CyberStudio (com também no Claris Home Page) - você pode ver o esqueleto da frameset, mas não pode ver as páginas que deveriam ser mostradas em cada frame. A alternativa aqui é utilizar o browser para ver como está ficando o trabalho, já que você pode lançar um browser (dentre os instalados na sua máquina) do próprio programa.

Mídia Viva
-- Você pode incluir qualquer arquivo de plug-in numa página criada no CyberStudio, e pode vê-lo funcionar "ao vivo" se colocar o plug-in correspondente na pasta (folder) CyberStudio Plug-ins (apesar de notas explicativas desaconselharem o uso do plug-in Shockwave). Nesse aspecto, o CyberStudio lembra o PageMill 2.0, um fato que não relatei em artigos anteriores desta série. O CyberStudio também funciona com applets Java.

Montes de Funções
-- Eu nem de perto cubri todas as funções do CyberStudio. Outras dignas de nota são o suporte para AppleScript (completo e com documentação impressa) e para WorldScript. Uma função que falta é um corretor ortográfico. Numa guerra de lista de funções, o CyberStudio domina os outros produtos mostrados nessa série. Ele não funciona em Macs 68k e custa algumas centenas de dólares a mais. Ele possui ainda extensas funções para gerenciamento de sites, movendo-se também então na direção do Adobe SiteMill (que agora vem com o PageMill), NetObjectsFusion, e Microsoft FrontPage. Ferramentas orientadas à sites em modo texto também existem, mais notavelmente o Userland Frontier. Eu falarei sobre este programa, tão bem c